a lei de gresham

«A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.»

ScreenShot222A 27 de Novembro de 2004, o actual Presidente da República assinava um artigo no Expresso, artigo esse que apressou a queda do governo liderado por Pedro Santana Lopes e a ascenção ao poder de José Sócrates.

É certo que aquele governo cometeu muitas gaffes, teve muitos casos mas dispunha do apoio parlamentar maioritário. Em condições normais, teria concluído a legislatura e, muito provavelmente, o PS não teria ganho as eleições legislativas (pelo menos, com maioria absoluta). Provavelmente, Sócrates nunca teria sido primeiro-ministro. Provavelmente, nunca teríamos ouvido falar de licenciaturas, de Freeport, de Cova da Beira, de Face Oculta. Provavelmente, Sócrates não estaria agora preso preventivamente. Provavelmente…

Mas a vida não é feita de “ses”. É construída com base em actos e em realidades. Por isso, e passados que são agora 10 anos da “lei de Gresham”, é caso para perguntar se a moeda que circulou a partir de 2005 era a boa moeda?