a propósito da dívida pública e do seu aumento

Dívida_pública_de_Portugal
Evolução da Dívida Pública Portuguesa (1991-2013) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADvida_p%C3%BAblica_de_Portugal

«Diz Costa que o PS deixou em 2011 uma dívida abaixo dos 100% e que hoje é de 130%. Falso! Em 2011, e em anos anteriores, o PS endividava-se e escondia essa dívida, retirando-a do perímetro de análise. Desorçamentavam. Foi assim por exemplo com as PPP e com a dívida das empresas de transportes. Hoje, todas as rubricas são conhecidas e há uma noção exacta dos valores de endividamento do país.» (daqui)

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ainda sócrates

josé sócrates«Se for verdade, teremos de reconhecer que a democracia portuguesa enfrentou uma verdadeira conspiração a partir do poder, e que só a crise financeira de 2010-2011, ao arruinar o socratismo, poupou o regime ao domínio de uma facção sem escrúpulos e à confrontação política que fatalmente resultaria desse domínio. Desde há 40 anos, ensinaram-nos a reconhecer um golpe de Estado: o parlamento fechado com tanques à porta, e um general de óculos escuros, na televisão, a anunciar a proibição dos partidos e a censura à imprensa. Ninguém nos preparou para outra hipótese: a degradação por dentro do próprio regime, através de combinações entre os oligarcas para diminuir de facto a liberdade e a transparência da vida pública.

E se não for verdade, se Sócrates nunca quis conquistar bancos, se nunca fez negócios, se jamais influenciou magistrados, e se era alheio a quaisquer manobras na comunicação social — para além de inocente dos crimes de que é actualmente arguido –, então valerá a pena examinar como é que, a partir dos tribunais e da imprensa, foi montada esta mistificação sinistra, que fez um político democrático e honesto parecer um émulo do Catilina de Cícero.» (daqui)

não é alternativa

antónio costa«Essa [apresentar políticas concretas] será uma tarefa impossível para António Costa. O PS não consegue nem pode apresentar uma alternativa às políticas do governo. E o seu líder sabe-o muito bem. Por isso, tem sido vago. É simples: o PS é incapaz de apresentar alternativas porque não há dinheiro para gastar. Nos últimos trinta anos, os programas políticos do PS (e do PSD até 2011) foram essencialmente prometer gastar mais dinheiro, através de investimentos públicos (obras e mais obras) ou de mais benefícios sociais. Não há qualquer problema com essas promessas, desde que haja dinheiro. O drama do PS é a incapacidade de construir um programa de governo que não envolva aumento de despesa pública. Aliás, cada vez que António Costa ousa ser um pouco mais específico, o país começa a fazer contas. A crise e o sofrimento levaram os portugueses a associar a política às contas. O que é um aborrecimento para o PS.» (daqui)