500.000.000,00€

220px-Zeinalbava_oi«Desde 2004 que havia autonomia da área financeira para aplicar excedentes de tesouraria, sem autorização prévia da comissão executiva, mas essas operações tinham de ser aprovadas por um destes três: o presidente executivo, o administrador financeiro e o diretor financeiro. Apesar de a comissão executiva a que presidiu ter aprovado os quadros dos investimentos de 500 milhões de euros na Espírito Santo Internacional, Bava não se lembra em concreto das operações. O investimento na Rioforte em 2014 resultou da renovação desta aplicação.» (daqui)

Quinhentos milhões de euros (500.000.000,00€) não são 5 euros que se gastam num maço de tabaco e que, passada meia-hora, já nem nos lembramos que os tínhamos.

Quinhentos milhões de euros é muito dinheiro para que uma pessoa se possa esquecer de quem autorizou a sua aplicação num investimento. Principalmente, quando esse investimento deu para o torto!!!

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a pensar nas eleições

gse_multipart63995Ao contrário de outros que dizem estar a “lixar-se para as eleições”, a gestão socialista do Município de Almeirim sempre se interessou pelas eleições e fez tudo ao seu alcance para que, de quatro em quatro anos, fosse reconduzida. Principalmente, quando se aproximava a data dos eleitores irem às urnas, levando a cabo obras com alguma dimensão mas que, em termos de custo/benefício para o erário público, deixaram muito a desejar. A requalificação da Praça Lourenço de Carvalho é disso exemplo.

«Este é apenas um dos muitos problemas da requalificação do Parque das Laranjeiras, que custou 900 mil euros. No final de 2013 a câmara foi executada judicialmente para pagar trabalhos que foram mandados fazer pelo anterior executivo e que depois não quis pagar. Para evitar uma penhora, o actual executivo desembolsou cerca de 60 mil euros, valor que incluía a construção de uma ciclovia, que nunca serviu como tal. O pavimento ao fim de quatro anos da obra está degradado e vai ser substituído por calçada. As faixas luminosas no chão, que em pouco tempo ficaram destruídas, também vão desaparecer. O parque infantil, que abriu sem todas as exigências legais para este tipo de equipamentos, que entretanto foram cumpridas, tem o piso degradado e na maior parte das vezes está imundo.» (daqui)

as ilusões e a realidade

Há uma coisa dá pelo nome de realidade e que é muito diferente da imaginação, dos sonhos e da utopia.

«As ilusões criadas pela esquerda europeia para resolver a crise política, económica e financeira da Europa desaparecem de forma cada vez mais rápida – como se se tratasse de um castelo de cartas gelatinosas que tombam com um ligeiro sopro. Barack Obama nos Estados Unidos, Hollande em França, Matteo Renzi em Itália e Alex Tsipras na Grécia. Todos eles prometeram um novo rumo e uma nova política – e todos eles falharam.» (daqui)

a cleptocracia* grega

grecia-euro«“Se conseguisse fazer com que todos vocês pagassem os vossos impostos, eu não teria necessidade de estar aqui”»

Um excelente artigo publicado no “Observador” e que nos dá conta da dimensão da fraude e evasão fiscal e da corrupção na Grécia e de como estas contribuíram, em parte, para a actual situação.

* Sistema político que admite a corrupção. (daqui)

imaginem

tumblr_static_tumblr_m9k65r615h1rcspc6o1_500«Imaginem que Passos Coelho e Maria Luís anunciavam ao país que iam a Bruxelas dizer que não negociavam mais com a troika, que não falavam com o FMI nem com o BCE, mas que depois se sentavam à mesa com ambos, em amena cavaqueira. Negociaram afinal com as “instituições internacionais” o eufemismo para troika. Tratou-se afinal, como lhe chamou o Jornal de Negócios, de uma “cedência semântica”.

Ou então imaginem que o Primeiro-Ministro e a Ministra das Finanças diziam em Portugal que iam Bruxelas exigir o fim da sua austeridade e do memorando de entendimento, mas que voltavam a Portugal com mais 4 meses de extensão do empréstimo e do programa da troika.

Imaginem que Passos e Maria Luís diziam em Portugal que dariam um tiro na cabeça se “Bruxelas” os obrigasse a recuar, e depois de aterrarem na Portela confessassem: Portugal recuou “dez milhas, quatro quintos de um caminho, é hora da europa recuar o outro quinto que falta” (daqui)