cautela e caldos de galinha…

antónio costanão fazem mal a ninguém!

Esta decisão é sinal de que tudo está em aberto e a vitória esmagadora que pensava ter, nas eleições legislativas deste ano, não se vai concretizar assim tão facilmente.

Anúncios

“a podridão moral” das elites

«O caso BES é o culminar de diversos casos que revelaram a podridão moral da elite política, financeira e empresarial. Essas diversas elites vivem da interdependência entre si, da troca de favores entre os seus principais protagonistas, do tráfico de influências e mesmo da pura corrupção que se instalou nos grandes negócios feitos entre o Estado e os privados. Daí António Barreto, um homem habitualmente moderado, ter afirmado ao i no sábado que “gostaria de ver presos (…) alguns banqueiros, empresários, administradores, ex-ministros, ex-secretários-gerais”. Barreto, para horror dessas elites, mais não fez do que verbalizar o sentimento de muitos portugueses que não percebem como é possível o enriquecimento inexplicável de muitos dos protagonistas políticos dos últimos 40 anos, a incompetência manifestada nos contratos das parcerias público-privadas, a construção sem nexo de equipamentos públicos inúteis, repetidos e pornograficamente caros e fora do orçamento previsto ou a promiscuidade quase total entre o Estado e as grandes empresas sempre em prejuízo do erário público.» (daqui)

dois caminhos possíveis

bandeira_ue2«Um triunfo do Syriza e dos seus aliados de extrema-direita galvanizaria certamente o Podemos em Espanha. Mas o risco não está nas réplicas do Syriza em outros países do sul. O mais importante é que no dia em que Angela Merkel parecer que cedeu ao nacionalismo grego, nesse dia começará a ascensão do nacionalismo alemão e o declínio dos partidos europeístas da Alemanha.

Só visto do sul é que o “domínio alemão” existe, porque se confunde “domínio” com a relutância alemã em despejar dinheiro no sul do continente, a não ser no quadro de uma adaptação das suas sociedades e economias aos padrões nórdicos. Do ponto de vista germânico, a história dos últimos anos é uma longa cadeia de derrotas e de submissões: os alemães não queriam o euro, e tiveram o euro; não queriam resgates, e tiveram resgates; não queriam o BCE a imprimir dinheiro para financiar défices, e têm o BCE a imprimir dinheiro para financiar défices. Será fácil convencer o eleitorado alemão de que também ele merece ser “independente”. Já não vale a pena fingir: estamos a viver um momento histórico, em que os caminhos na Europa finalmente se bifurcaram.» (daqui)