dois caminhos possíveis

bandeira_ue2«Um triunfo do Syriza e dos seus aliados de extrema-direita galvanizaria certamente o Podemos em Espanha. Mas o risco não está nas réplicas do Syriza em outros países do sul. O mais importante é que no dia em que Angela Merkel parecer que cedeu ao nacionalismo grego, nesse dia começará a ascensão do nacionalismo alemão e o declínio dos partidos europeístas da Alemanha.

Só visto do sul é que o “domínio alemão” existe, porque se confunde “domínio” com a relutância alemã em despejar dinheiro no sul do continente, a não ser no quadro de uma adaptação das suas sociedades e economias aos padrões nórdicos. Do ponto de vista germânico, a história dos últimos anos é uma longa cadeia de derrotas e de submissões: os alemães não queriam o euro, e tiveram o euro; não queriam resgates, e tiveram resgates; não queriam o BCE a imprimir dinheiro para financiar défices, e têm o BCE a imprimir dinheiro para financiar défices. Será fácil convencer o eleitorado alemão de que também ele merece ser “independente”. Já não vale a pena fingir: estamos a viver um momento histórico, em que os caminhos na Europa finalmente se bifurcaram.» (daqui)

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