a propósito da dívida pública e do seu aumento (2)

Dívida_pública_de_PortugalPor mais que este assunto custe à oposição, principalmente ao Partido Socialista, a verdade é que a desorçamentação levada a cabo nos governos do “engenheiro” fizeram com que muita dívida ficasse fora do perímetro de consolidação orçamental. A entrada da troika em Portugal veio clarificar essa situação, com o consequente aumento da dívida pública.

«Recordo que uma parte muito significativa do saldo atual da dívida pública resulta de sucessivos alargamentos do perímetro de consolidação orçamental, a partir de 2011, que passou a integrar as empresas públicas reclassificadas (EPR). Mais precisamente, no 3º trimestre de 2014 a dívida dessas empresas ascendia a 20% do PIB. (Em Março 2011 são reclassificadas a Refer, Metro Lisboa e Metro Porto (a que acresceu em Abril a reclassificação de 3 PPP); em Abril 2014 é incluída a dívida da CP, Carris e STCP; em Setembro 2014, entra em vigor o SEC 2010, com reclassificação da CP já sem impacto, porque a dívida tinha sido incluída em Abril). Estes esqueletos socialistas tinham sido literalmente varridos para baixo do tapete.

Sem a sua inclusão, a dívida pública teria estabilizado em torno dos 110% do PIB, antes de começar a diminuir. Mais de 10% do incremento total da dívida pública, desde Junho de 2011 à atualidade, deve-se à reclassificação das referidas empresas, que teve por efeito uma melhoria considerável da transparência das Finanças Públicas, tal como já reconhecido por várias entidades.» (daqui)

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é por esta…

antonio_costa2… e por outras parecidas que António Costa e o PS não descolam nas sondagens!

«Isto não é um pormenor de somenos, nem um exemplo meramente infeliz de António Costa. Muito boa gente à esquerda anda entretida a reescrever a História e a manipular a memória, querendo convencer-nos de que houve um tempo em que a vida era bastante mais fácil e o capitalismo um sistema muito amigo do trabalhador. Em vez de se prometerem amanhãs que cantam, inventam-se ontens que cantaram. Se Costa quisesse combater com firmeza a desigualdade e o capitalismo de compadrio, eu estaria com ele – essas são, sem dúvida, lutas fundamentais do nosso tempo. Mas o problema é que, em simultâneo, a agenda socialista continua a promover uma absurda narrativa da crise, em que o trabalhador de 2015 até já perde em privilégios para o trabalhador de 1915. Para o PS, não basta que tenhamos regredido dez anos – é preciso fingir que regredimos 100. Não basta tentar corrigir a realidade que existe – é preciso inventar uma realidade que nunca existiu. Caro António Costa: assim não dá.» (daqui)