o autocarro

Raautocarroramente escrevo sobre Almeirim neste blogue. Mas, depois de ter lido esta notícia, não posso deixar de não o fazer!

Em primeiro lugar, o que vem descrito na notícia de “O Mirante” revela a forma como se confundem maiorias absolutas com poder absoluto e a promiscuidade entre o poder político e aqueles que lhe são próximos, desenvolvida através duma teia de conhecimentos e de contactos que foi aumentando ao longo de mais de duas décadas de maiorias absolutas.

Depois, a forma displicente como é tratado o património municipal e, principalmente, o erário público. Um autocarro deste (ou de qualquer outro) município deve ser usado pelas «instituições de solidariedade, escolas da responsabilidade da autarquia e a colectividades, para diversas iniciativas que se realizam no concelho e fora deste.». Nunca deve ser usado por um particular e, muito menos, por um particulares com interesses comerciais! Não é, pois, de estranhar que algumas colectividades vissem negado a utilização do autocarro…

Por último, acho curioso (para não dizer estranho) que o actual presidente do município não tivesse conhecimento desta situação. Convém não esquecer que foi, durante vários mandatos, vereador e vice-presidente e mesmo que não soubesse de fonte oficial (presidente ou colegas vereadores com responsabilidade na gestão do autocarro), este assunto era comentado “à boca pequena” na nossa cidade. Até porque, sendo uma prática com 20 anos, é completamente impossível mantê-la em segredo.

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