um programa eleitoral

josé manuel fernandes«Um programa deste tipo não é totalmente estranho ao que já está a ser feito, um passo aqui, outro além, em países como o Reino Unido, a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, mesmo a Alemanha ou a Suíça. Não é uma utopia, é uma necessidade e, ele sim, exige uma visão sobre o que será o nosso futuro, para onde caminhamos. Uma visão para a próxima década e para as seguintes.

Eu não quero que os políticos me digam que a sua visão é, por exemplo, a de um país mais qualificado – quero que os cidadãos sigam por esse caminho porque têm os incentivos certos.

Eu não quero que os políticos me digam que a aposta tem de ser nas empresas de tecnologia e criem para isso novos subsídios (esse eufemismo para “rendas”) – quero que as empresas, habituadas à concorrência, escolham o seu caminho, que tanto pode ser a produzirem ostras como reinventarem uma indústria como a têxtil.

Eu não quero que a obsessão pela igualdade acabe na limitação da liberdade de procurar ter sucesso – quero sim que essa liberdade venha com mais responsabilidade e que o Estado se ocupe mais e melhor dos que realmente necessitam em vez de tremer como varas verdes perante a mais pequena gritaria de um grupo de “reformados VIP”.

Eu não quero um Estado que cobra impostos sobre tudo o que se move; que quando isso não chega para paralisar a actividade e limitar a ambição e a inventividade, cria logo novos regulamentos; que, quando finalmente tem tudo controlado, passa a subsidiar o que não funciona; e que acaba sempre falido, pois essa é a fatalidade de quem tudo quer controlar.» (daqui)

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