desvarios estatais

Banco_Espirito_Santo_(logo) pt«De resto, Salgado e José Sócrates ganhariam uma relação para a vida quando, em 2006-2007, Sócrates usou a ‘golden share’ para impedir a compra da PT pela SONAE. Mas já antes Estado e BES tinham lançado a PT em aventuras internacionais delirantes (muitas vezes ruinosas), de que o Brasil foi o maior exemplo – como no processo que levou à criação da Vivo. Tanta caixinha tinha de resultar na promiscuidade entre Estado e PT agora revelada pela Justiça. Apurar se existiram crimes é importante, mas antes disso vale a pena notar este verdadeiro ‘crime económico’: a parceria entre o Estado e um grupo criou algo de parecido a um feudalismo de terceira geração, que foi usado para financiar, simultaneamente, o grupo e os desvarios estatais, tudo em prejuízo do desenvolvimento do país.» (daqui)

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bicicletas

Viagem a Bruxelas 2003 021Esta imagem tem mais de dez anos. A fotografia foi tirada durante uma viagem de comboio entre Bruxelas e Brugges e representa o parque de estacionamento de uma estação de caminho de ferro. A par deste aglomerado de bicicletas, é expectável que alguns passageiros do comboio se façam acompanhar de bicicletas desmontáveis, como forma de se deslocarem para os seus empregos. Devo dizer que fiquei admirado e espantado. Mas, afinal de contas, os belgas (e os holandeses também) não fazem mais do que aproveitar a morfologia dos seus territórios.

É curiosa a forma como os latinos em geral, e os portugueses em particular, vêem esta forma de vida. Se por um lado elogiam os europeus do norte por andarem de bicicleta, quando são colocados perante a possibilidade de fazerem o mesmo, desdobram-se em desculpas para o não fazerem.

Devo concordar que os hábitos culturais duma determinada população não se mudam com legislação! E, muito menos, num curto espaço de tempo. Por outro lado, e como o exemplo é tudo, quem propõe uma medida desta também devia fazer o mesmo. O problema é que apareceria sempre alguém a criticar os gastos do gabinete do primeiro-ministro em pneus de bicicleta.

política vs. politiquice

Duarte-Marques-PSD«Quero com este texto prestar homenagem a um Ministro e a uma equipa do Ambiente que nos últimos 3 anos resolveram, ou deram início à resolução, dos mais graves problemas ambientais do distrito de Santarém. Sei que não foi assim apenas no Ribatejo, mas também um pouco por todo o país, mas presto testemunho daquilo a que tive o privilégio de assistir e também de orgulhosamente contribuir. Além do papel de Jorge Moreira da Silva, o que foi determinante e que nos serve de lição para o futuro é um traço comum em praticamente todos estes casos: Deputados e autarcas de partidos diferentes souberam olhar para os problemas e procurar uma solução em conjunto, com política mas sem politiquice, com coragem e sem demagogia, com rigor mas também com muita criatividade. A terminar o meu mandato como Deputado do PSD eleito pelo distrito de Santarém esta é, provavelmente, a melhor lição que aprendi.» (daqui)

calculismo

Marcelo-Rebelo-Sousa«Recentemente, vimo-lo a solidarizar-se com os gregos durante as negociações com os credores, parecendo mais próximo da linha do Syriza do que dos parceiros europeus, e a criticar duramente o governo de Passos. O que terá levado o professor a assumir estas posições aparentemente contraditórias com as convicções da sua família política?
Penso que há uma explicação simples para isso. Como ilustre figura do PSD, Marcelo acredita ter garantidos os votos do eleitorado de direita. Ao criticar o governo, agrada aos insatisfeitos (que são muitos) e espera porventura conseguir conquistar eleitores à esquerda, o que lhe permitiria fazer o pleno e obter uma vitória confortável nas presidenciais.

Mas há um perigo que Marcelo talvez não esteja a acautelar. Se, por algum momento, o comentador não for fiel às suas convicções e os telespectadores se aperceberem disso, o calculismo poderá sair-lhe caro. É aquilo a que se chama, em bom português, virar-se o feitiço contra o feiticeiro.» (daqui)

livros que vou lendo (8)

daniel silva - o assalto

“O Assalto”, de Daniel Silva

Sinopse:

«O lendário restaurador de arte e espião ocasional Gabriel Allon está em Veneza a restaurar um retábulo de Veronese quando recebe uma chamada urgente da polícia italiana. Julian Isherwood, o excêntrico negociante de arte londrino, deparou com o cenário de um homicídio brutal e agora é suspeito do crime. Para salvar o amigo, Gabriel tem não só de descobrir os verdadeiros assassinos, como também encontrar a mais famosa das obras de arte desaparecidas: a Natividade com São Francisco e São Lourenço, de Caravaggio.
A sua missão levará Allon de Paris e Londres aos submundos do crime em Marselha e na Córsega e, finalmente, a um pequeno banco privado na Áustria, onde um homem perigoso guarda a fortuna suja de um cruel ditador. Ao seu lado, o espião tem uma jovem corajosa que sobreviveu a um dos piores massacres do século XX e que tem agora a possibilidade de se vingar da dinastia que lhe destruiu a família.
Um livro elegante, sofisticado e de leitura compulsiva que deixará os fãs de Gabriel Allon cativados desde as primeiras páginas.»