um balanço

josé manuel fernandes«Sou capaz de apontar muitos defeitos políticos a Pedro Passos Coelho, das suas limitações como gestor de uma equipa ou à forma como comunica as suas medidas, mas a verdade é que, naqueles dois momentos, Portugal precisava de alguém que, como ele, tivesse dito não. E nesta legislatura também necessitava de alguém que assumisse as metas do memorando (mesmo discutindo-as, como tantas vezes sucedeu) e não de alguém que arrastasse os pés e estivesse sempre a dizer que “não era possível”. Nisso Passos Coelho fez a diferença, pois quase todos os outros o disseram mais do que uma vez, quase até ao fim.

Infelizmente há também muita coisa, e com muito peso, para colocar no outro prato da balança. A primeira é aquilo a que, suponho, Assunção Esteves chamaria um “inconseguimento”: o Memorando de Entendimento era, como programa de governo e como lista de reformas, muito limitado. Era mesmo preciso “ir além da troika”, não nas metas da austeridade, mas na frente do reformismo e da transformação do país que somos. Mas isso que não aconteceu, ou só aconteceu de forma muito limitada.» (daqui)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.