“notícias”

«Com o aproximar das eleições de 4 de Outubro, os partidos começam a jogar forte e a utilizar todos os meios de que dispõem para atingirem os adversários. Daqui para a frente, não faltarão histórias incriminando este ou aquele do partido A ou B, tudo sob o manto do anonimato. Se os jornalistas devem estar sempre atentos às informações que lhes chegam às mãos, investigando a veracidade das mesmas, em período eleitoral a “vigilância” deve ser redobrada.

(…)

Daqui até 4 de Outubro não faltarão notícias “postadas” em facebooks e fornecidas aos meios de comunicação social apenas com o objectivo de “deixar na lama” um adversário político. Afinal, as diferentes seitas defendem os seus interesses e não olham a meios para atingirem os seus fins.» (daqui)

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livros que vou lendo (11)

torredesassossego

“A Torre do Desassossego”, de Lawrence Wright

Sinopse:

«PRÉMIO PULITZER 2007
Prémio LA Times para obras de História
Prémio Bernstein 2007 por excelência em Jornalismo

Um relato que nos leva aos bastidores da Al-Qaeda e que alarga e aprofunda o nosso conhecimento sobre o 11 de Setembro

Um relato histórico avassalador dos acontecimentos que levaram ao 11 de Setembro, uma perspectiva inovadora sobre as pessoas e as ideias, os planos terroristas e os falhanços dos serviços secretos ocidentais, que culminaram no ataque aos Estados Unidos. Este livro notável de Lawrence Wright fundamenta se em cinco anos de pesquisa e centenas de entrevistas efectuadas pelo autor no Egipto, Arábia Saudita, Paquistão, Afeganistão, Sudão, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos.
A Torre do Desassossego atinge um nível de intimidade e de aprofundamento dos factos sem precedentes, ao tecer a história entrecruzando os fios das vidas de quatro homens: os líderes da Al Qaeda, Osama bin Laden e Ayman al Zawahiri, o chefe da Divisão de Contraterrorismo do FBI, John O’Neill, e o antigo responsável máximo dos serviços secretos sauditas, o príncipe Turki al Faisal.
Brilhantemente concebido e escrito, A Torre do Desassossego congrega todos os elementos da história numa narrativa estimulante que enriquece de forma incomensurável a nossa compreensão das causas e mecanismos pelos quais chegámos ao 11 de Setembro de 2001. A riqueza das novas informações e a profundidade das análises contidas neste livro podem ajudar nos a lidar de forma mais madura e eficaz com a contínua ameaça terrorista.»

o imi e as famílias numerosas

O Jornal de Negócios noticiava ontem (27.08.2015), na sua edição online, que o município de Viseu irá apoiar cerca de 8.000 famílias com dois ou mais filhos, prevendo-se que esta medida reduza a receita municipal em 300 mil euros.

Esta decisão de reduzir a taxa de IMI consoante o número de filhos é facultativa. Há municípios que a vão adoptar e outros que não. Almeirim, como já é sabido, não vai avançar com nenhuma redução nas taxas de IMI porque isso, segundo palavras do presidente da Câmara Municipal, seria irresponsável nesta conjuntura.

Com base nos dados dos últimos Censos (2011) e fazendo umas contas muito rápidas tendo em linha de conta o número de famílias a residirem em cada concelho (37.052 em Viseu; 9.345 em Almeirim) e o apoio concedido pelo município de Viseu (cerca de 300.000 euros), a perda de receita por parte do município de Almeirim rondaria os 75.000 euros. Isto, num orçamento de 15 milhões de euros, corresponde a 0,5%!

Também creio que seria uma tremenda irresponsabilidade o município de Almeirim ficar privado desta importante receita. Principalmente quando, em 2014, teve um saldo positivo de 2.000.000 euros…

os políticos indecisos

Rui-Ramos-300x300«António Costa escreveu aos indecisos. Indecisos, segundo os dicionários do regime, são os eleitores que ainda não decidiram em quem votar a 4 de Outubro. Mas há outro tipo de indecisos: aqueles políticos que ainda não decidiram como governar depois de 4 de Outubro. António Costa é um deles.

António Costa, nesta campanha, representa o “logo veremos”. Logo veremos se ele vai afrontar a mitológica Merkel, ou, pelo contrário, fazer tudo o que ela lhe mandar (o que quer dizer “uma postura activa na Europa, sem submissão nem aventureirismos”?). Logo veremos se vai acabar com a austeridade ou, pelo contrário, como o Syriza, aplicar uma dose ainda maior. Logo veremos como vai governar: sozinho, com a direita, ou com os comunistas. Logo veremos se mandará votar num candidato presidencial “radical” (Nóvoa), ou num candidato “moderado” (Maria de Belém). Em “eleições decisivas”, António Costa fez do PS uma escolha que deixa tudo por decidir.» (daqui)

à espera de algo…

SportingDevo confessar que percebo pouco dos pormenores técnico-tácticos do futebol. Mas sei quando uma equipa joga mal! E ontem, na segunda parte do jogo contra o CSKA, o Sporting jogou mal!

Sabia-se, de antemão, que iria ser um jogo complicado, não só pela equipa russa mas, também, por alguns outros interesses que, nestas alturas, falam mais alto! Veja-se, os exemplos do jogo da primeira mão… E, por isso, o Sporting teria que praticar o melhor futebol.

E se o Sporting fez uma primeira parte com classe, a dominar o adversário e a marcar um golo que praticamente sentenciava a eliminatória, os segundos 45 minutos foram para esquecer. A equipa transfigurou-se para pior. E o treinador, que percebeu isso, não mexeu na equipa atempadamente. Principalmente após o segundo golo russo. Parecia que estava à espera de algo… o quê não sei bem! Quando mexeu, foi tarde de mais!

Pode o Sporting queixar-se, uma vez mais, da arbitragem? Sim! O primeiro golo do CSKA é marcado com o braço e há muitas dúvidas quanto à saída da bola no golo anulado a Slimani. Mas o Sporting deve queixar-se, principalmente, duma péssima segunda parte e da falta de visão e teimosia do treinador, que parece insistir em repetir os erros do passado no que toca a competições europeias.