o actor

Debate_Passos_Coelho_-_Antonio_Costa01130900ee_664x373«Foi isto, do que vi, o que me meteu mais medo. Por isso não falei do que disse Passos Coelho, que me pareceu, com uma excepção ou outra, correcto e verídico. Não esteve a representar um papel. E Costa, isto é essencial, esteve. Não estou a dizer, é claro, que António Costa, ou o personagem a que deu vida, não acredite no que diz. A crer nas aparências, ele até parecia imune às dúvidas que aqui e ali se adivinhavam em Passos. Estou a dizer que ele estava ali a representar um papel e que precisava desesperadamente de representar esse papel para se salvar. E foi aquilo que tradicionalmente se considera um bom desempenho nestes papéis (agressividade, iniciativa, até uma certa propensão à chacota) que pôs muito boa gente – Marcelo Rebelo de Sousa, é claro, em primeiro lugar – logo a falar da “vitória” de Costa. Não digo que, circunscrita a coisa ao seu aspecto circense e histriónico, não faça sentido falar assim. Simplesmente, não me parece ser o mais elevado exemplo de juízo político. Nem a mim nem, aposto, à maioria das pessoas. De gente sumamente hábil em transformar-se num personagem que navega pela superfície das coisas, longe dos atritos da realidade, a maioria das pessoas está farta.» (daqui)

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