livros que vou lendo (12)

"Paris É Uma Festa", de Ernest Hemingway

“Paris É Uma Festa”, de Ernest Hemingway

Sinopse:

«Paris é uma Festa encontra-se na linha da melhor tradição de Hemingway. A visão a um tempo lúcida e desencantada da vida, ombreando paradoxalmente com a confiança e a plenitude dos anos de criação, o retrato objetivo de muitos dos grandes escritores da nossa época que, como ele, respiravam no ar de Paris o melhor estímulo de aprendizagem e formação, a evocação dessa cidade incomparável, com os seus bistros, os seus velhos castanheiros, os cais, os boulevards, as pontes, imprimem a Paris é uma Festa um lirismo saudoso e pungentemente dramático. Aí encontramos o jovem Hem, no começo de uma carreira que se ignorava se terminaria na ignomínia ou na glória. Aí o encontramos, de algibeiras vazias e a cabeça povoada de sonhos, atento aos mais simples prazeres da vida. Aí o encontramos, ainda moço e rebelde, pronto a invadir o mundo e a sacudi-lo com os abalos da sua rebeldia genial.»

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promete tudo e o seu contrário

antonio_costa3«No afã de agradar a todos, ele [António Costa] tem sido tudo e o seu contrário. Vai virar a página da austeridade, mas esconde os cortes de 1000 milhões nas pensões sociais não contributivas. Tanto aplaude as vitórias do Syriza como se apressa a condenar a “estratégia tonta” de Tsipras. Ora garante aos chineses que o país está melhor como, logo de seguida, tenta convencer as pessoas de que está tudo mal. À mesa dos empresários ou na “Quadratura”, perora sobre a estabilidade. Mas no calor comicieiro rasga as vestes e dá lugar ao radical que chumba um Orçamento que nem sequer conhece, liderando uma coligação negativa (com PCP e BE) para lançar o país no pântano. Um dia diz que vai usar o dinheiro das portagens para financiar a Segurança Social, no outro já está a dizer que baixa as portagens. Às segundas, quartas e sextas diz que o emprego qualificado é “a causa das causas”. Às terças, quintas e sábados aponta a construção civil (com os dinheiros da Segurança Social) e a restauração (com a baixa do IVA) como os sectores criadores de emprego qualificado (?). Como candidato a primeiro-ministro, gaba-se da sua grande gestão em Lisboa. Mas como presidente de câmara, apesar do perdão de 286M€ consentido pelo governo, a dívida cresceu 44 milhões de euros – só para falar da registada.

António Costa é do velho PS e do novo PS. É de direita e de esquerda. E às vezes do centro. Ele é de tudo e de nada. É um candidato “credível” e de “confiança”? E se tivesse governado Portugal, o país estaria mais próximo do pântano de Guterres ou da bancarrota de Sócrates? Como António Costa gosta de agradar, talvez estivesse a meio caminho, na “pantarrota”. Dia 4, os portugueses darão a resposta e escolherão o caminho.» (daqui)