e por cá, em almeirim?

Camara-municipal-de-Almeirim-2«A criação do Parque Empresarial do Sorraia, a infra-estruturação da Zona Industrial do Monte da Barca e a Incubadora de Empresas são alguns dos investimentos prioritários da Câmara Municipal de Coruche para 2016. O presidente do município, Francisco Oliveira (PS), considera que a criação destas infra-estruturas permitirá uma maior “atractividade empresarial” para o concelho, o que “naturalmente criará condições para mais emprego e, consequentemente, para fixar população no concelho“, referiu na reunião de câmara em que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2016 foram aprovadas.» (daqui)

E por cá, em Almeirim, quais são os investimentos prioritários do município? Serão favoráveis a uma maior atractividade empresarial? Permitirão criar condições para mais emprego e fixar população no concelho?

(destaques meus)

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“encanar a perna à rã”

Há certas situações que ultrapassam a minha modesta capacidade de entendimento. Não, não estou a falar dos derrotados de 4 de Outubro terem elevadas probabilidades de (des)governarem este país.

Estou a falar, sim, de estarmos dotados de uma constituição e de uma lei eleitoral ultrapassadas temporalmente, que necessitam, urgentemente, de reformulação. Não é compreensível que, em pleno século XXI, numa era onde as tecnologias da informação e da comunicação assumem um papel cada vez mais importante nas nossas vidas, que se demorem 10 dias após as eleições a contar os votos dos portugueses residentes no estrangeiro! Não é compreensível que exista tanto formalismo, que se tenham que dar tantos passos com vista a endereçar um convite para formar um governo!

As eleições legislativas foram a 4 de Outubro! Entre apuramento eleitoral, convites, negociações, tomadas de posse e votação do programa de governo, já passou mais de um mês. Ao que parece, ainda não será nesta semana que a coisa avançará: o Presidente da República tem uma importantíssima visita de Estado à Região Autónoma da Madeira, que não pode ser adiada (ou mesmo cancelada).

Pelo menos, num aspecto, a Grécia está mais avançada que nós: no dia seguinte às eleições já existe governo! Por cá, “encana-se a perna à rã”!

a austeridade vai continuar

Paulo Ferreira«Pois é. A tabuada é a mesma para a direita e para a esquerda. Cumprir os limites do défice, como deve ser e o país se comprometeu, obriga a tomar opções duras. Não se pode distribuir o dinheiro que não se tem e a riqueza que não se cria. Durante muito tempo teremos que continuar a ser governados sob o signo do mal menor. E isso significa que a austeridade terá que continuar, embora em doses cada vez mais reduzidas como, de resto, todas as candidaturas prometiam a ritmos diferenciados. E mesmo assim é preciso que tudo corra bem, hipótese cada vez mais longínqua.

O grande objectivo que os partidos da esquerda podem alcançar se vierem a ser governo não é uma mudança radical de política: é o afastamento da direita do governo. O resto há-de continuar, porque não há milagres. E não tardará até ouvirmos que a austeridade de esquerda é muito melhor do que a austeridade de direita. E que um aumento de 1,8 euros nas pensões feito por um governo de esquerda é uma política social enquanto um aumento de 1,8 euros nas pensões feito por um governo de direita é uma política de miséria e empobrecimento. Em política a aritmética é uma ciência muito pouco exacta, como sabemos.» (daqui)

“they always run out of other people’s money”

(via "Observador")
(via “Observador”)

«A prática de legar aos filhos e netos sucessivos défices correntes tem sido de tal forma transversal e reiterada que se pode considerar um dos pilares desta terceira república. De tal forma que, tragicamente, o único travão que se tem revelado eficaz é, precisamente, a falta de dinheiro. Só mesmo a secagem das fontes de financiamento obriga a alterar políticas e, mesmo assim, apenas o mínimo necessário para manter o modelo vigente. Não obstante a propaganda partidária e o ruído mediático, a verdade é que a coligação PSD-CDS que governou o país nos últimos quatro anos ficou aquém da troika e muito aquém do que o país precisava em termos de contenção da despesa pública e de reforma do Estado.

Apesar de ter ficado aquém da troika, é justo (e realista) reconhecer que o executivo liderado por Pedro Passos Coelho foi ainda assim além do que teriam feito quaisquer das alternativas governativas no contexto partidário português. E que só isso evitou um colapso do Estado português que estava iminente em 2011 e que o país seguisse a via da Grécia.

Quem em 2015 contribuir – seja por que forma for – para colocar Portugal a seguir essa via será co-responsável pelos resultados desastrosos que não é difícil antecipar. Ainda que nos próximos anos continue a não haver em Portugal uma reflexão crítica séria sobre o modelo vigente de Estado Social, importa que os responsáveis políticos reconheçam pelo menos que não há dinheiro para pagar mais socialismo do que o que já temos.» (daqui)

uma reunião, alguma especulação e muita confusão

Sobre esta notícia, três breves considerações.

Primeira: não acredito que o remetente do mail tenha incluído, na mailing list, os contactos dos órgãos de comunicação social, pelo que resta concluir que um ou mais destinatários fizeram chegar o teor do mesmo ao jornal “O Almeirinense”. Desconheço esse mesmo teor, bem como a quem se destina. Desconheço, também, a razão por detrás do envio desse mail à comunicação social, a não ser que, quem o fez, queira boicotar a acção do vereador e da coligação e preparar o terreno para uma vitória triunfal do PS em 2017.

Segunda: não vejo mal algum em um eleito local pedir a substituição temporária ou a renúncia do mandato para o qual foi eleito. São direitos que assistem a todos os autarcas, que são livres de os utilizar ou não.Veja -se o caso do eleito pelo “Movimento Zé Gomes” para a Assembleia Municipal: em dois anos de mandato, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que marcou presença…

Terceira: o convite para essa reunião não foi enviado para a totalidade dos militantes do PSD. Nem tinha que ser! Não é da competência do vereador eleito, ainda por cima como independente, convocar os militantes do PSD (e, também, do CDS-PP e MPT) para qualquer reunião. Cada partido político rege-se pelas suas normas e cabe, no caso concreto, à Mesa da Assembleia de Secção do PSD de Almeirim convocar os militantes para os ouvir e para que eles tomem conhecimento, também, das actividades da Comissão Política local. Algo que, até agora, ainda não feito!