medalhas: uma sugestão

ama1Desde 2014 que o Município de Almeirim tem vindo a distinguir os almeirinenses que, ano após ano, se vão destacando nos mais variados sectores da nossa sociedade. Este ano não vai ser excepção, conhecendo-se já alguns dos nomes que irão ser homenageados.

Devo dizer que concordo em absoluto com estas distinções. Em todas as sociedades há sempre aqueles que se destacam dos restantes pelos seus feitos, pela sua dedicação a uma causa, pela sua história de vida, pelo seu esforço, e que devem ser vistos como um exemplo a ser seguido, principalmente pelos mais novos.

Não tendo nada a obstar às distinções, tenho que criticar a forma como as cerimónias têm ocorrido. Sendo um momento em que se vão distinguir os melhores almeirinenses, creio que a cerimónia deveria estar carregada de alguma solenidade. E se a primeira cerimónia, realizada em 2014, teve alguma carga solene (ocorreu no Cine-Teatro de Almeirim, numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal), a do ano passado perdeu toda a importância que é merecida. Apesar de se ter realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, antecedeu uma sessão ordinária da Assembleia Municipal com uma ordem de trabalhos algo extensa, não permitindo que a cerimónia em si se distendesse no tempo. Por certo que os presentes teriam gostado de ouvir mais umas quantas histórias contadas pelo D. Francisco de Mascarenhas e apreciar, por mais uns minutos, a maestria de Custódio Castelo.

Desconheço o que está a ser preparado para a cerimónia deste ano. Presumindo que não será muito diferente da realizada em 2015, deixo aqui uma sugestão. Junho é, por excelência, o mês em que se comemora Almeirim! Por que não realizar esta cerimónia em Junho, numa sessão solene da Assembleia Municipal especificamente convocada para este efeito? Esta cerimónia decorreria livremente, sem a pressão inerente ao cumprimentos de horários que a realização, imediatamente a seguir, duma sessão ordinária, acarretaria.

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o que parece, é

OECD conference

«O primeiro, é que, ao contrário do que em tempos defendeu um outro ex-ministro das Finanças, Pina Moura, a ética não é a lei. A ética é muito mais exigente que a lei e assim deve continuar a ser. No dia em que quisermos prever na lei todos dilemas éticos estaremos a criar uma sociedade em que o livre arbítrio deixará de fazer sentido. Ninguém o deve desejar.

O segundo, é que nunca se deve esquecer a ideia, várias vezes sublinhada por Salazar, de que “em política, o que parece é”. Por isso o comportamento da ex-ministra das Finanças pode ser legal, nem discuto; admito mesmo que não viole nenhum princípio ético, se se comprovar a pertinência do esclarecimento entretanto divulgado pela empresa; mas tudo isto não chega para iludir o essencial, e esse essencial é que “parece muito mal” uma ex-ministra aceitar, menos de três meses passados sobre a sua saída do governo, um lugar numa empresa financeira que gere dívidas. Isso mesmo: dívidas.» (daqui)

a censura existe

alentejo prometido«Sou mesmo azarada, então não é que além de alentejana, no meio desta história calha ser também amiga do arrogante do Boucherie? Sim, que o tipo é mesmo arrogante, confirmo. É aliás tão arrogante que continuará a ser meu amigo apesar de eu lhe chamar arrogante (que é). Sobre o resto do livro, já tendo informado que não li, pois pode até estar uma coisa horrorosa, não faço ideia, mas quem defende em 2016 boicotes a livros deve perceber que está em comunhão espiritual com o Estado Islâmico.

Estais chateados e ofendidos? Ide matar-vos todos, que há muito alentejano que – infelizmente – não se há-de moer com isso.» (daqui)

my name is soares. joão soares!

joao soares«Já sabíamos que este era e é um país pequenino e de capelinhas, onde quem pensa com um pouco mais de ambição e já deu provar de ser capaz de transformar as boas ideias em melhores realizações nunca merece aplauso, mais depressa suscita invejas. Não duvido que naquelas casas todas que citei atrás deve haver muitos directores e directorzinhos que, fechados nas suas conchas, queixando-se eternamente de falta de verbas, protegem o seu reduto e desconfiam da ambição. Sempre houve, pelos visto sempre haverá.

Sem um chavo para mandar cantar um cego, sem uma ideia séria para a cultura que vá para além da analfabeta obsessão com os Mirós, João Soares voltou a mostrar que há um terreno onde dificilmente é ultrapassado: o da grosseria.

Desta vez nem se incomodou muito com explicações. Limitou-se ao quero, posso e mando. Um quero, posso e mando que foi mesmo além do que é habitual nos nossos socialistas – este foi o quero, posso e mando de quem se chama Soares. João Soares.» (daqui)