redundâncias

ScreenShot342A propósito desta polémica do momento (contratos de associação), já muito se disse e se escreveu e muito mais se irá dizer e escrever. Do que já li e ouvi, há opiniões que fazem sentido e outras nem tanto. Há comparações que se podem fazer e outras que se devem evitar.

Antes de escrever alguma coisa, e para que fique registado, sempre frequentei estabelecimentos de ensino públicos, desde o ensino básico até ao universitário, e nada tenho contra a escola pública. Como em todas as organizações, as escolas e as universidades são constituídas por pessoas. E pessoas boas e más encontramo-las em todo o lado, seja no ensino público ou no particular. Mas, como não sou entendido na matéria, evito “cagar” grandes postas de pescada sobre a mesma… No entanto, há um aspecto que gostava de deixar à consideração.

Aquilo que o actual governo está a fazer com os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo é, pura e simplesmente, aplicar o princípio do utilizador/pagador. Quem quiser frequentar os estabelecimentos de ensino particular terá de pagar, uma vez que o Ministério da Educação não vai financiar a abertura de turmas em concelhos onde exista oferta pública. Independentemente da qualidade de ensino oferecida por uns e por outros.

Convém é que noutras questões sejam coerentes e mantenham a mesma linha de actuação. Por exemplo, quando se colocar em discussão a isenção de portagens nas ex-scut’s. É que o dinheiro dos nossos impostos não deve ser gasto em redundâncias. Mesmo que sejam de melhor qualidade…

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livros que vou lendo (18)

velho e o mar

“O Velho E O Mar”, de Ernest Hemingway

Sinopse:

«Santiago, um velho pescador cubano, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe, quando o seu isco é finalmente mordido por um enorme espadarte. O peixe imponente resiste, arrasta a sua canoa cada vez mais para o alto mar, na corrente do Golfo, e obriga a uma luta agonizante de três dias que o velho Santiago acabará por vencer, para logo se ver derrotado. Com uma linguagem de grande simplicidade e força, Hemingway retrata nesta aventura poética a coragem humana perante as dificuldades e o triunfo alcançado apesar da perda. Comovente romance, obra-prima de maturidade de Hemingway, O Velho e o Mar recebeu o Prémio Pulitzer em 1953 e desempenhou um papel essencial na obtenção pelo seu autor, um ano mais tarde, do Prémio Nobel da Literatura.»

o tempo é dono da razão

tilia cemitérioHá uns anos atrás, a maioria socialista na Câmara Municipal de Almeirim elegeu como uma das principais obras, a construção de um silo automóvel no espaço do parque de estacionamento localizado entre as ruas Bernardo Gonçalves e D. Gonçalo da Silveira. Felizmente, não passou duma mera intenção. Para além dos danos estéticos que tal obra causaria naquela zona da cidade, seria mais um elefante branco, mais um investimento em betão que não teria qualquer retorno para os cofres do município.

Vem esta recordação a propósito da intenção que os actuais executivos, municipal e da freguesia de Almeirim, têm em construir um forno crematório no cemitério de Almeirim.

Estou em crer que esta é uma decisão estratégica acertada! Desde logo porque há uma mudança de mentalidades. A população está mais aberta a esta prática funerária. Se antigamente havia uma grande recusa por parte desta em adoptar a prática da cremação, nos dias que correm são cada vez mais aqueles que a preferem à inumação. Depois, há que realçar, uma vez mais, a excelente localização de Almeirim por um lado e, por outro, a  não existência de nenhum equipamento deste tipo na região (o mais próximo situa-se na Póvoa de Santa Iria).

Mas, acima de tudo há que registar, também, uma alteração na forma de pensar de quem dirige os destinos da freguesia e do concelho. Parece haver uma maior preocupação, não só no tipo de investimento a realizar como, também, em procurar diversificar as fontes de financiamento.

Durante os três mandatos em que fiz parte da Assembleia de Freguesia de Almeirim sempre defendi que a maior freguesia do concelho, a que mais população tem e a que mais riqueza produz, tivesse mais atribuições. Durante esses quase 12 anos sempre mantive a mesma linha de pensamento, que muitos confundiram com obstinação e, até, teimosia. Fico contente por saber que, afinal, tudo o que disse e escrevi durante esse tempo não era assim tão descabido.