o caminho da perdição

Paulo Ferreira«Dá ideia que, antes de mais nada, o PS está a perder o respeito por si próprio em nome do projecto de poder do seu líder. Mas isso terá consequências para o país. O que se começa a desenhar nada tem a ver com justiça ou progressividade fiscal. É um esbulho ideologicamente motivado que ignora que o principal problema do país é a falta de capital para investir, não é o seu excesso. É a falta de grupos e indivíduos que tenham dinheiro e estejam disponíveis a arriscar para lançar ou apoiar novos negócios e empresas, criando emprego.

Este caminho é um desencentivo à poupança e à acumulação de capital com escala suficiente para se multiplicar. No país de Mortágua e dos socialistas que a aplaudem não há espaço para as Sonaes, as Semapas, as Galps, as Jerónimos Martins, as Iberomoldes e os milhares de empresas que só continuarão a sê-lo se continuarem a investir, a modernizar-se e a aumentar a escala para competir globalmente, porque o país é pequeno em tamanho mas, sobretudo, em sensatez, como se está a ver. E esse investimento exige accionistas com capital, que é coisa muito rara entre nós. A alternativa é o endividamento mas esse já experimentámos. Os socialistas, mais uma vez, sabem o país que deixaram em 2011.

Desincentivar a acumulação de capital e destruir o pouco que resta da confiança dos agentes económicos nas regras do Estado é caminho certo para novo desastre.» (daqui)

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