retóricas

Paulo Ferreira«A esquerda pode aprovar ordenados de mercado para a administração do banco público que está apenas a fazer a defesa da competência e a remunerá-la devidamente. A direita não pode, porque está a promover as desigualdades e a desbaratar recursos públicos. E o contrário também é verdadeiro. Se a direita quer travar ordenados elevados no sector público está a ser populista. Se for a esquerda, é uma medida decente de uma sociedade que ser quer ainda mais decente.

Se a direita corta despesa corrente do Estado está a destruir os serviços públicos, a degradar a Educação, a Saúde ou os transportes que são uma das conquistas de Abril e uma obrigação democrática. Já a esquerda não faz nunca cortes de despesas, antes faz cativações. E estas são benignas e só demonstram responsabilidade na gestão orçamental.

(…)

Se a direita carrega mais nos impostos indirectos está a prosseguir uma política fiscal cega, já que estes são pagos por igual por ricos e pobres. Se esse aumento é feito pela esquerda, essa regressividade deixa de ter importância e valoriza-se antes que não se aumentem ou se reduzam os impostos sobre os rendimentos, que são progressivos e têm uma função redistributiva acentuada.

Quando a esquerda faz tudo para cumprir os objectivos do défice está a ser responsável e a honrar os compromissos europeus. Quando é a direita, estamos de joelhos perante Bruxelas e a senhora Merkel.» (daqui)

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