não houve champanhe

Rui-Ramos-300x300«Há uma semana que o governo e o presidente da república parecem muito admirados por o país não ter aberto o champanhe com o défice orçamental de 2016 (2,1% do PIB). Então o governo serve-nos o “défice mais baixo da democracia”, e ninguém manda sequer cumprimentos? Excesso de facciosismo das oposições? Mas não são só o PSD e o CDS que não festejam. O PCP e o BE também não. E o próprio governo, na quarta-feira, esqueceu a proeza, e preferiu fazer espectáculo com a saída de capitais entre 2011 e 2014. Que se passa?

(…)

É duvidoso que o país, depois de 15 anos de austeridade intermitente, esteja iludido. Mais provavelmente, estará cínico: não vendo alternativa, aproveita a folga, à custa da taxa de poupança. Sobre a oligarquia política, é que não pode haver dúvidas de que não tem mesmo ilusões: limita-se, um dia de cada vez, a defender o acesso ao BCE, e a zelar pelas suas clientelas. Incomoda-se muito com os paraísos fiscais dos outros, mas lá vai promovendo o seu próprio paraíso fiscal, para benefício dos estrangeiros. O governo e o presidente que nos desculpem, mas tudo isto, por mais que se arraste, há-de parecer sempre o fim da festa, e não o seu começo.» (daqui)

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