Cromos DuNando

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de 8 de Abril a 6 de Maio 2017
(segunda a sexta, 09:30 às 12:30 – 14:00 às 17:00; sábados 10:00 às 13:00)

A exposição Cromos DuNando é um conjunto de cartoons digitais divulgados nas redes sociais. São, por assim dizer, sínteses das personagens que, por uma ou outra razão, se cruzaram com o autor. Alguns destes cromos são fruto da interacção – ou da sugestão – dos amigos “facebookianos” a quem o autor convidou para redigir a legenda. Os amigos envolvidos, foram “selecionados” tendo em conta a “proximidade” com cada uma das personalidades.


DuNando, é um nickname. É usado pelo autor para assinar os cartoons [ou se preferirem, as caricaturas]. Foram executados com recurso a um programa de desenho para PC e são constituídos por um conjunto de polígonos [ou vetores coloridos] que se sobrepõem em vários planos.


FERNANDO VERÍSSIMO nasceu em Almeirim, em 1961.
Desenhador. Licenciado em Educação e Comunicação Multimédia [ESES]. Curso de Temas de Estética e Teorias de Arte Contemporânea (SNBA, Lisboa). Curso de Iniciação à serigrafia artística com António Inverno (CCRS). Desenvolve obra plástica, essencialmente na área da Pintura, fazendo abordagens também à escultura e à Cerâmica e, ultimamente na aplicação do desenho a produtos multimédia.

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e semáforos, não?

semaforoA propósito desta notícia gostava, muito sinceramente, de entender porque razão, e ao invés de ser equacionada a colocação de lombas, não são instalados semáforos nos dois cruzamentos que, de há muitos anos a esta parte – não é só de agora – têm registado elevada sinistralidade. Estou a referir-me ao cruzamento da Rua Condessa da Junqueira com a Rua Padre António Vieira e o da Rua Condessa da Junqueira com a Bernardo Gonçalves, ambos na cidade de Almeirim

A colocação de lombas junto ao primeiro apenas vai resolver o problema do excesso de velocidade de quem circula na Condessa da Junqueira; não impede que, quem circula na Padre António Vieira não pare no STOP. E o mesmo se aplica no outro cruzamento que só não tem registado acidentes com maior gravidade porque as velocidades praticadas ali são menores.

Acredito que, entre as lombas e os semáforos, as primeiras são mais fáceis de concretizar e o seu custo será inferior à segunda hipótese. Mas, quem decide deve ter em conta, em primeiro lugar, a segurança de quem circula nas suas vias e não os seus cofres.

o maior problema de passos coelho

225px-Pedro_Passos_Coelho_1«O maior problema de Passos é que, mesmo depois dos difíceis anos de ajustamento, o país não dá sinais de ter entendido a necessidade de reformas e ele, tal como o PSD (e o CDS), parecem ter-se resignado a isso. Por isso não tem um discurso político mais coerente e mais mobilizador. Pode ter toda a razão do mundo quando denuncia os truques orçamentais do Governo (e tem), mas isso é pouco. Pode ir aproveitando as diferentes trapalhadas da geringonça, mas isso também é pouco, é politiquinha que só mobiliza os activistas. Pode (e até deve) continuar a avisar para os perigos do rumo que está a ser seguido, mas continua a ser muito pouco e muito deprimente. Pior: tudo somado é sempre poucochinho.

Dir-se-á: podia ser diferente? A meu ver podia, e não apenas fazendo “mais política”, como recomendam os comentadores que adoram a intriga, a manobra e o jogo de enganos. Mas exigia outra forma de olhar para o país e de fazer política. Uma capacidade para dizer sem rodeios que Portugal nunca irá a lado nenhum enquanto não sair deste atavismo que mistura o corporativismo que vem do Estado Novo com o socialismo “constitucional”, essa sopa pastosa em que nos movemos e que nunca ninguém verdadeiramente desafiou.» (daqui)

as escolhas

sergio.azevedo«Afinal de contas, foi Passos que afastou os notáveis do PSD, ou foram os notáveis de um certo PSD representativo dos interesses instalados, dos negócios com o centrão, que deliberadamente se afastaram de Passos, da sua governação e do caminho que defende para o nosso país?

É evidente que isso tem custos e consequências, mas são sempre daquelas que valem a pena correr. É inquestionável que Passos transformou o PSD que, em certa medida, o refundou e recentrou naquele que é o seu objetivo principal. Ou seja, contribuir para um modelo de desenvolvimento diferente, para a transformação do nosso país libertando-lhe as amarras de certos interesses que ao longo da nossa história democrática nos afunilaram e sufocaram numa sociedade desigual de elites políticas e económicas conspurcadas para quem o exercício do poder assentava fundamentalmente num exercício de auto-governação em detrimento de uma real governação coletiva.

Por isso dizer que Passos está reduzido aos seus mais próximos quando recorre a Teresa Leal Coelho para um combate difícil quando todos os outros fizeram questão de lhe voltar costas e ao partido que fez deles o que são é, ao contrario do que alguns nos pretendem fazer crer, o melhor dos elogios que lhe poderiam fazer. No dia em que Passos se rodear daqueles que não lhe são próximos e se rodear daqueles que durante anos pululam nas televisões e jornais com o objetivo de o fragilizar, é o dia em que Passos falhou. Consigo próprio, com aquilo a que se propôs e com todos aqueles que estiveram consigo desde o primeiro dia e que viram nele uma audácia de esperança e de mudança.» (daqui)