o medo

jaime-nogueira-pinto«Não foram as ameaças a impedir a conferência de Jaime Nogueira Pinto. Foi o medo. Foi a conivência. Foi o reconhecimento da superioridade da extrema-esquerda. Caso Jaime Nogueira Pinto tivesse sido ameaçado por ultras de direita, neste momento a sua conferência não só teria lugar como até aconteceria num espaço mais solene. Diversos colegas, os dirigentes das juventudes partidárias, catedráticos de outras faculdades e os eleitos das associações de estudantes marcariam presença nessa conferência transformada em acto de desagravo e de força, do lado da liberdade. Todos fariam declarações inflamadas para os jornalistas que as repetiriam enfaticamente. Obviamente aqueles que tinham procurado impedir a conferência meteriam a violinha no saco e apareceriam a dizer que tudo aquilo não passara de um enorme mal-entendido.

Mas, como Jaime Nogueira Pinto foi ameaçado pela extrema-esquerda, nada disso acontece. Antes pelo contrário, a anulação da sua conferência é apresentada como um gesto de bom senso perante as tais ameaças e, o que não é dito mas está implícito, também perante as ideias de Jaime Nogueira Pinto e de quem o convidou, ideias essas que têm o condão de irritar aquelas almas inflamadas mas bem intencionadas. Aliás, se nós formos bonzinhos, fofinhos, queriduchos eles não se irritam. São até bons rapazes. Vejam como eles se portam bem nas conferências do professor Boaventura!» (daqui)

Anúncios

estamos a seis meses das eleições autárquicas

Percebemos que estamos a seis meses das eleições autárquicas quando os anúncios de obras a realizar se sucedem uns atrás dos outros.

“Crematório vai custar 350 mil euros” (daqui)

“Câmara volta a pensar em criar segundo piso no Mercado Municipal e haverá mais estacionamento” (daqui)

“Loja do Cidadão no mercado de Almeirim para atrair clientes” (daqui)

“Obras no IVV de Almeirim para instalar loja e confraria” (daqui)

desprezo pelas instituições

graca.moniz«Tempos houve em que a esquerda parlamentar, então impoluta e menos comprometida, censurava aqueles que discordavam do conteúdo das decisões de órgãos autónomos e independentes do poder político, como sucedeu com as decisões do Tribunal Constitucional, cuja independência política não é totalmente incontestada, e a sua designação de “tribunal” nem sempre consensualizada. Como reação natural à deslocada referência da presidente do CFP a um “milagre” esperava-se uma discordância dentro dos limites que impõe o respeito institucional e a autonomia do órgão: uma discordância de substância, devidamente fundamentada, e nunca uma espécie de ameaça à pessoa que exerce o cargo ou um ataque à sua competência ancorado na mera discordância entre o PCP e a realidade económica apontada por Teodora Cardoso. Porém, bem vistas as coisas, não é novidade nenhuma o desprezo olímpico do PCP por instituições autónomas de supervisão e controlo do Estado.» (daqui)