as escolhas

sergio.azevedo«Afinal de contas, foi Passos que afastou os notáveis do PSD, ou foram os notáveis de um certo PSD representativo dos interesses instalados, dos negócios com o centrão, que deliberadamente se afastaram de Passos, da sua governação e do caminho que defende para o nosso país?

É evidente que isso tem custos e consequências, mas são sempre daquelas que valem a pena correr. É inquestionável que Passos transformou o PSD que, em certa medida, o refundou e recentrou naquele que é o seu objetivo principal. Ou seja, contribuir para um modelo de desenvolvimento diferente, para a transformação do nosso país libertando-lhe as amarras de certos interesses que ao longo da nossa história democrática nos afunilaram e sufocaram numa sociedade desigual de elites políticas e económicas conspurcadas para quem o exercício do poder assentava fundamentalmente num exercício de auto-governação em detrimento de uma real governação coletiva.

Por isso dizer que Passos está reduzido aos seus mais próximos quando recorre a Teresa Leal Coelho para um combate difícil quando todos os outros fizeram questão de lhe voltar costas e ao partido que fez deles o que são é, ao contrario do que alguns nos pretendem fazer crer, o melhor dos elogios que lhe poderiam fazer. No dia em que Passos se rodear daqueles que não lhe são próximos e se rodear daqueles que durante anos pululam nas televisões e jornais com o objetivo de o fragilizar, é o dia em que Passos falhou. Consigo próprio, com aquilo a que se propôs e com todos aqueles que estiveram consigo desde o primeiro dia e que viram nele uma audácia de esperança e de mudança.» (daqui)

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