“estado abandalhado”

helena-garrido«É no incêndio de Pedrogão Grande que nos confrontamos com o grau de desorganização do Estado numa das suas funções nucleares: a garantia da segurança dos cidadãos. Morreram pessoas num incêndio e aquilo a que assistimos é a mil e uma explicações. E aquela que se aproxima mais da nossa cultura de “fado” a assume-se como possível logo nas primeiras horas do incêndio, validada pela Polícia Judiciária. Explicação que seguiu o tom dado pelo Presidente da República – fez-se o que se podia, foi uma fatalidade.

E não foi. Quem não sofre de clubismo partidário ou quer conhecer a realidade sabe que não foi uma fatalidade, foi um Estado burocrático, adormecido, abandalhado e desorganizado que entrou pelos nossos olhos a dentro nesses dias de terror em Pedrogão Grande e matou pessoas e deixou centenas sem lar. E depois há a reorganização da floresta que não se vê, que não dá votos.

Quando pensávamos que tínhamos atingido o grau zero, eis que sabemos que em Tancos roubaram calmamente e selectivamente material bélico capaz de deitar um prédio abaixo. Até nas Forças Armadas chegámos ao estado de “deixa andar, tanto faz e logo se vê, não te preocupes”. Tínhamos um espaço recheado de material bélico sem vigilância adequada e com uma vedaçãozinha mesmo ali ao lado da A23? Na era do terrorismo?» (daqui)

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