matar o futebol

violencia_futebol_claque«Sejamos claros: a violência no futebol culmina nos estádios, mas concebe-se fora do campo. Nos clubes grandes (sem excepção), através do discurso crispado dos seus dirigentes, que não medem as palavras nem olham a meios para atacar os adversários – acusações, insinuações, insultos, ataques pessoais, processos, todas as semanas há um novo episódio. Nos programas de comentário desportivo, cujos intervenientes incendeiam os debates usando de uma agressividade verbal que em mais nenhum contexto se aceita na televisão portuguesa. Na comunicação social, que adora picardias, polémicas e ajustes de contas – nada melhor para vender jornais ou somar espectadores do que exibição de ânimos exaltados. E nas instituições que gerem o futebol português, enfraquecidas, passivas, permissivas, e incapazes de impor as regras.

Anda tudo indignado com o culto de ódio das claques mas, no final de contas, quem emite os comunicados a censurar as suas manifestações de violência é, na prática, quem as financia e mais incentiva. Está-se a matar o futebol. E estamos, assim, a regressar a um passado que já tínhamos por distante, no qual assistir a um dérbi no estádio correspondia a uma actividade de risco. Não é destino ou fatalismo cultural do sul europeu, é uma escolha consciente. Há cerca de vinte anos, em Inglaterra, perseguiram-se as claques, expulsaram-se os desordeiros dos estádios, reforçou-se a autoridade das instituições, castigaram-se os clubes coniventes com abusos, impôs-se uma mordaça às sucessivas críticas à arbitragem, travaram-se os excessos dos dirigentes. O que se salvou? O futebol. Por cá, só não se faz igual se não se quiser.» (daqui)

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para o fim-de-semana

Para o fim-de-semana que hoje se inicia, recomenda-se a arte plástica, música e atletismo.

15304508_1331029686907183_2405691933571778810_oDaqui a pouco, pelas 17h30m, é inaugurada na Galeria Municipal de Almeirim, a exposição “miscellaneous”, com pintura e escultura da autoria de Fernando Veríssimo.

Fernando Veríssimo é natural de Almeirim, é desenhador de profissão e é licenciado em Educação e Comunicação Multimédia pela Escola Superior de Educação de Santarém. Tem o Curso de Temas de Estética e Teorias de Arte Contemporânea (SNBA, Lisboa).

Desenvolve obra plástica, essencialmente na área da Pintura, fazendo abordagens também na área da Escultura e da Cerâmica e ultimamente na aplicação do desenho a produtos multimédia. Participou, desde os anos 80, em variadíssimas mostras colectivas, algumas subordinadas a tema ou sujeitas a seleção. Apresenta no seu curriculum algumas exposições individuais e participou em duas ocasiões em workshop de artes-plásticas em Leba, Polónia (2002 /2005). Foi finalcoverista no concurso Mascote para o Oceanário de Lisboa e viu algumas das suas obras de desenho e pintura seleccionadas para bienais ou premiadas em concursos regionais. Possui obras em várias colecções particulares e alguma obra pública (escultura/medalhas) Registe-se a participação na elaboração de publicações, como ilustrador ou na condição de designer gráfico.

Depois, para um sábado de chuva, recomenda-se o aconchego do lar e o novo disco dos The Rolling Stones, “Blue & Lonesome”, num regresso aos pri-15039667_1312080055468813_7839873418339277779_o1mórdios da banda ou seja, um disco consagrados aos blues que bastante influência tiveram nos mais de cinquenta anos da banda. É um disco apenas de covers de outros autores sendo, por isso, o primeiro disco sem originais próprios.

Para domingo, a partir das 9h30m, faça chuva ou faça sol, a V Friendly Run – Voltinha do António de Jesus. Com ponto de encontro marcado para o Parque da Zona Norte em Almeirim, os amantes do atletismo reúnem-se numa jornada de companheirismo, amizade e solidariedade, onde a inscrição no passeio é feita através dum género alimentício que reverterá a favor duma instituição de solidariedade social do concelho de Almeirim.

imperador francesco

totti«É isto que faz de Francesco Totti, que hoje completa 40 anos de vida, um jogador para lá do futebol moderno, do negócio fácil, dos negociadores implacáveis, da camisola descartável, do símbolo pisado, do desgosto dos adeptos. É isto que faz de Francesco Totti, que hoje celebra uma vida dedicada a Roma, o último reduto dos que acreditam que um clube é muito mais do que uma sociedade anónima, que uma curva não é uma mera bancada mas um lugar permanente de peregrinação, de crença, de amizade, de cumplicidade, que um Capitão é a encarnação do símbolo do clube em campo, no treino, no banco e no balneário, e que é sempre o primeiro a entrar no aquecimento e o último a sair, sobretudo quando perde.» (daqui)

à espera de algo…

SportingDevo confessar que percebo pouco dos pormenores técnico-tácticos do futebol. Mas sei quando uma equipa joga mal! E ontem, na segunda parte do jogo contra o CSKA, o Sporting jogou mal!

Sabia-se, de antemão, que iria ser um jogo complicado, não só pela equipa russa mas, também, por alguns outros interesses que, nestas alturas, falam mais alto! Veja-se, os exemplos do jogo da primeira mão… E, por isso, o Sporting teria que praticar o melhor futebol.

E se o Sporting fez uma primeira parte com classe, a dominar o adversário e a marcar um golo que praticamente sentenciava a eliminatória, os segundos 45 minutos foram para esquecer. A equipa transfigurou-se para pior. E o treinador, que percebeu isso, não mexeu na equipa atempadamente. Principalmente após o segundo golo russo. Parecia que estava à espera de algo… o quê não sei bem! Quando mexeu, foi tarde de mais!

Pode o Sporting queixar-se, uma vez mais, da arbitragem? Sim! O primeiro golo do CSKA é marcado com o braço e há muitas dúvidas quanto à saída da bola no golo anulado a Slimani. Mas o Sporting deve queixar-se, principalmente, duma péssima segunda parte e da falta de visão e teimosia do treinador, que parece insistir em repetir os erros do passado no que toca a competições europeias.

duelo

a bola 18112014Tendo em atenção o que a comunicação social escrita e falada tem divulgado e ao contrário do que é normal, o jogo de hoje entre a Argentina e Portugal só vai contar com a presença de dois jogadores, um de cada lado. Os restantes 20 foram dispensados!

(O jornal A Bola, por exemplo, trás uma página inteira dedicada aos duelos no desporto, incluindo neste rol desportos colectivos e desportos individuais. Como se fosse possível fazer uma comparação entre o futebol e o ténis, ou o boxe, ou o xadrez…)