good music never dies (1)

peter-gabriel-peter-gabriel-front1Fez no passado dia 25 de Fevereiro que, há 40 anos, Peter Gabriel editava o seu primeiro disco a solo, depois de ter abandonado os Genesis em 1975, e o seu próprio nome dava título ao álbum, como aliás aconteceria com os três discos seguintes. Este, o primeiro, é também conhecido por Car, uma vez que a capa retrata o músico dentro de um carro.

Das músicas que fazem parte do disco, Solsbury Hill é, sem dúvidas, a mais conhecida, não só deste trabalho mas, também, de toda a discografia de Peter Gabriel.

Para comemorar estes quarenta anos, o músico decidiu partilhar no seu canal do YouTube, um vídeo que é uma montagem das várias versões ao vivo deste seu sucesso.

 

para o fim-de-semana

Para o fim-de-semana que hoje se inicia, recomenda-se a arte plástica, música e atletismo.

15304508_1331029686907183_2405691933571778810_oDaqui a pouco, pelas 17h30m, é inaugurada na Galeria Municipal de Almeirim, a exposição “miscellaneous”, com pintura e escultura da autoria de Fernando Veríssimo.

Fernando Veríssimo é natural de Almeirim, é desenhador de profissão e é licenciado em Educação e Comunicação Multimédia pela Escola Superior de Educação de Santarém. Tem o Curso de Temas de Estética e Teorias de Arte Contemporânea (SNBA, Lisboa).

Desenvolve obra plástica, essencialmente na área da Pintura, fazendo abordagens também na área da Escultura e da Cerâmica e ultimamente na aplicação do desenho a produtos multimédia. Participou, desde os anos 80, em variadíssimas mostras colectivas, algumas subordinadas a tema ou sujeitas a seleção. Apresenta no seu curriculum algumas exposições individuais e participou em duas ocasiões em workshop de artes-plásticas em Leba, Polónia (2002 /2005). Foi finalcoverista no concurso Mascote para o Oceanário de Lisboa e viu algumas das suas obras de desenho e pintura seleccionadas para bienais ou premiadas em concursos regionais. Possui obras em várias colecções particulares e alguma obra pública (escultura/medalhas) Registe-se a participação na elaboração de publicações, como ilustrador ou na condição de designer gráfico.

Depois, para um sábado de chuva, recomenda-se o aconchego do lar e o novo disco dos The Rolling Stones, “Blue & Lonesome”, num regresso aos pri-15039667_1312080055468813_7839873418339277779_o1mórdios da banda ou seja, um disco consagrados aos blues que bastante influência tiveram nos mais de cinquenta anos da banda. É um disco apenas de covers de outros autores sendo, por isso, o primeiro disco sem originais próprios.

Para domingo, a partir das 9h30m, faça chuva ou faça sol, a V Friendly Run – Voltinha do António de Jesus. Com ponto de encontro marcado para o Parque da Zona Norte em Almeirim, os amantes do atletismo reúnem-se numa jornada de companheirismo, amizade e solidariedade, onde a inscrição no passeio é feita através dum género alimentício que reverterá a favor duma instituição de solidariedade social do concelho de Almeirim.

boas e gratas memórias

Finais de 1988. Época do ano propícia, pela sua proximidade ao Natal, à edição de material discográfico. Só para citar alguns exemplos, os U2 tinham editado o duplo álbum “Rattle And Hum”, com faixas gravadas em estúdio e outras em espectáculos realizados nos Estados Unidos, Tina Turner, o também duplo ao vivo “Tina Live In Europe” e os Marillion “La Gazza Ladra”. Por terra lusas, também o Trovante editou o duplo álbum “Ao Vivo no Campo Pequeno”.

Os Pink Floyd também não escaparam a esta euforia de lançamentos discográficos. Depois de, em 1987, se terem reunido (sem Roger Waters) e editado “A Momentary Lapse Of Reason”, embarcaram numa digressão mundial que, por esta altura, seria dada a conhecer através dum também duplo álbum.

Na altura, com 16 anos e participar no projecto Emissora Voz do Sul (rádio pirata de Almeirim, cujos estúdios se localizavam na Rua Condessa da Junqueira, perto do Depósito da Água), fiquei a conhecer algumas das músicas deste grupo. Para mim, Pink Floyd até então resumia-se a “Another Brick In the Wall” (hey teacher, leave the kids alone). Desconhecia “Wish You Were Here”, “Comfortably Numb”, “Time” e todos os grandes clássicos. Nesse verão, alguns dos companheiros de rádio mais velhos (dotados duma cultura musical mais eclética) tinham-me emprestado alguns LP’s. Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira vez que ouvi “Atom Heart Mother” (com a vaca na capa). A primeira faixa era, afinal, todo o lado A do disco; nunca tinha visto semelhante coisa e, muito menos ouvido!

O interesse foi crescendo e eu fui acompanhando as notícias sobre a edição desse disco ao vivo. O lançamento estava previsto para o dia 22 de Novembro. E seria algo de grandioso pois, até aquela data, os Pink Floyd nunca tinham editado um disco inteiramente ao vivo.

Ora, chegado o dia, mal podia comigo de excitação. Afinal de contas, seria o meu primeiro disco! Ainda por cima, naquele dia não tinha aulas durante a tarde, o que significava que ia para a rádio. E nada melhor do que estrear o novo disco, passando-o na íntregra!

delicate-sound-of-thunder-vinil.jpgSaí das aulas na Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (em Santarém) e, antes de apanhar o autocarro, dirigi-me à saudosa Frilux (na Rua Serpa Pinto), onde comprei o duplo álbum “Delicate Sound Of Thunder” por 2.500$00.

(Faço aqui um intervalo para esclarecer que, na EVS, os mais velhos tinham programas de autor, preparados em casa e que iam para o ar em “horário nobre”. Os mais novos, preenchiam a grelha no período da tarde).

Não me recordo de todos os pormenores; apenas sei que, durante aquela tarde, “Delicate Sound Of Thunder” tocou pela primera vez na EVS. Os quatro lados na íntegra! Foi um alegria imensa para um jovem de 16 anos estar a dar a conhecer, pela primeira vez, uma edição discográfica.

O pior foi que “estraguei” a emissão a um dos mais velhos. O Zé Pereira tinha o seu programa de autor preparado para dar a conhecer, também ele em primeira-mão, este disco. Acho que, na altura, não deve ter gostado muito da minha ideia.

Belos tempos aqueles, que ficarão para sempre na memória de quem por lá passou. E que me “infectaram” com o vírus da música e da rádio. (publicação original aqui)