o microcosmos de antónio costa

joão miguel tavares«Perante este quadro, ver António Costa apostar em dois amigos íntimos para preencher as vagas provocadas pela demissão de Constança Urbano de Sousa (já agora: a ex-ministra da Administração Interna fez parte do gabinete do ministro da Justiça António Costa) não se pode propriamente dizer que seja uma escolha surpreendente. Ela combina na perfeição com um governo composto por amigos, familiares, ex-subordinados, apparatchiks e fiéis. É evidente que no meio desta longa lista de nomes há gente competente, tal como é claro que “ser filho de” não justifica a desqualificação imediata de quem teve a sorte (ou o azar) de ter um pai ou uma mãe famosos. Convém, contudo, que as escolhas de um primeiro-ministro não coincidam com as fotografias do livro de curso da sua classe de Direito de 1982 sempre que é preciso remodelar. Escolhas tão lá de casa apenas demonstram, para além de qualquer dúvida razoável, que o actual governo é pouco mais do que uma extensão executiva de António Costa, cada vez mais fechado no seu microcosmos e na sua auto-suficiência.» (daqui)

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eu tenho alguns…

MEC… amigos do Norte e posso confirmar a veracidade destas palavras!

«Os amigos do Norte não se limitam a trocar segredos. Conversa-se com eles. Cada minuto com eles parece um ano. Ao fim de 15 minutos de conversa é como se nos conhecêssemos há 15 anos. A generosidade deles é mais do que verdadeira. Quando convidam, convidam mesmo. Tanto mais que podem magoar-se a até ofender-se se o convite não for aceite.

Os convites dos amigos do Norte nunca trazem água no bico. Não só não querem nada em troca como conseguem disfarçar todo o grande esforço que fazem para nos receber como se não lhes desse trabalho nenhum e despesa muito menos. Conseguem, não sei como, convencer-nos que é mesmo assim. Que é um prazer. E é um prazer, carago. São uma combinação raríssima: desconhecidos, generosos e sinceros.» (daqui)