como compensar uma derrota eleitoral

Paulo Ferreira«Se a cegueira ideológica da extrema esquerda não surpreende, o papel a que o PS se está a prestar neste “trabalho” não deixa de ser lamentável. Sem indústria, sem projectos com dimensão internacional que possam ser estruturantes para alguns sectores, sem unidades que induzam e apliquem a investigação e inovação que se vai fazendo nalgumas universidades, sem uma perspectiva de crescimento para as startups que vão surgindo, vamos ficar cada vez mais dependentes do investimento nómada, aquele que muda de país num estalar de dedos, com poucos custos de instalação. Ou então do turismo, que é ainda mais volátil, como os países do Norte de África podem testemunhar.

Mas sobretudo muito mais dependentes do Estado, das suas ineficiências e corporações que nunca nos levarão a lado nenhum, como já tivemos tempo de aprender.» (daqui)

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costa, o novo ddt

antonio_costa4«O que se passa com o Conselho das Finanças Públicas não é diferente do que se passa com o Banco de Portugal e com a novela das nomeações para a sua administração. Estamos a falar dos ‘checks and balances’ do sistema, que só funcionam se todos perceberem a sua importância. Se o Banco de Portugal depende do BCE e, mesmo com todas as pressões, continua protegido, o Conselho das Finanças Públicas está (quase) entregue à sua sorte.

Se o primeiro-ministro estivesse muito interessado em proteger o Conselho das Finanças Públicas, tomava, ele próprio, a iniciativa de explicar ao Banco de Portugal e ao Tribunal de Contas as razões da recusa, e isso ajudaria seguramente a escolherem outros dois nomes. António Costa está a destruir a relevância daquela entidade — e são muitos, à Esquerda, a pedir a sua extinção — simplesmente porque as avaliações do Conselho vão continuar a demonstrar a necessidade de planos B e C e D para o cumprimento dos objetivos anunciados no Programa de Estabilidade. É o novo normal.» (daqui)