há eleições autárquicas no outono

luis-conraria-aguiar«Quando se aproximam as eleições, especialmente em eleições renhidas, os políticos no poder usam a política orçamental para captar mais votos, ou seja, ajustam o ciclo orçamental ao ciclo eleitoral. Isto é verdade quer a nível local quer a nível nacional.

Seria de esperar que, com o tempo, os eleitores fossem percebendo a manipulação e parassem de se deixar enganar. No entanto, não é fácil; os Veiga também demonstraram que, com o passar do tempo, os políticos se tornam mais eficientes na arte de manipular os ciclos orçamentais. Basicamente, vão aprendendo quais são as rubricas que mais votos dão, nomeadamente o tipo de obras públicas que mais capta a atenção dos eleitores. Não é preciso grande esforço para perceber que esta manipulação do ciclo económico, podendo ser vantajosa sob um ponto de vista eleitoral, tem, a longo prazo, efeitos económicos predominantemente negativos.» (daqui)

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les sans dents

helena-matos«Recordemos: o mediatismo esclarecido, com os seus “robespierres”, primeiro escarneceu e depois irritou-se com os deploráveis de Trump. Mas os sem dentes de Le Pen já estão à nossa espera. É melhor ouvi-los. Perceber o que são as suas vidas. Os seus medos. Ou a insistirmos na atitude do “medático esclarecido” mais uma vez, diante dos resultados eleitorais, acabaremos na choradeira incrédula do costume, nas patéticas manifestações de “democratas tão democratas que não aceitam os resultados das urnas” e com a CML a mandar fazer novos cartazes que, pelo menos, se espera não tenham erros gramaticais, matéria em que os franceses seja qual for a sua área política não têm qualquer sentido de humor.

É a Hollande que devemos a expressão “Os sem dentes” para designar os pobres. Para sermos honestos, mais do que a Hollande é à sua por assim dizer atribulada vida conjugal que devemos ter ficado a conhecer a forma por que o actual presidente francês se refere àquelas pessoas que não têm sobre a segurança, a família e o multiculturalismo as mesmas ideias que ele, Hollande, ex-messias da esquerda europeia. Para cúmulo estas pessoas são pobres, vestem-se mal, não têm charme e, ao contrário dos árabes, dos negros ou da “gens du voyage”, estão do lado errado da História: nenhum sociólogo os considera vítimas de uma qualquer fobia ou ismo. As vidas deles são apenas o resultados da sua própria ignorância.» (daqui)