desprezo pelas instituições

graca.moniz«Tempos houve em que a esquerda parlamentar, então impoluta e menos comprometida, censurava aqueles que discordavam do conteúdo das decisões de órgãos autónomos e independentes do poder político, como sucedeu com as decisões do Tribunal Constitucional, cuja independência política não é totalmente incontestada, e a sua designação de “tribunal” nem sempre consensualizada. Como reação natural à deslocada referência da presidente do CFP a um “milagre” esperava-se uma discordância dentro dos limites que impõe o respeito institucional e a autonomia do órgão: uma discordância de substância, devidamente fundamentada, e nunca uma espécie de ameaça à pessoa que exerce o cargo ou um ataque à sua competência ancorado na mera discordância entre o PCP e a realidade económica apontada por Teodora Cardoso. Porém, bem vistas as coisas, não é novidade nenhuma o desprezo olímpico do PCP por instituições autónomas de supervisão e controlo do Estado.» (daqui)

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