cobardia geral

antonio-barreto«Na recordação do 25 de Novembro, que há de mais impressionante é o modo como tanta gente se acovarda hoje. Até o Parlamento e os grupos parlamentares recusaram recordar formalmente esta data, porque entenderam que a data “dividia” os Portugueses! Ora, a data é imprescindível para a democracia. Tanto quanto o 25 de Abril. Esta não é uma obra de investigação académica ou jornalística, é um trabalho de comemoração, congratulatório e de reflexão sobre as consequências de tão importante acontecimento da história recente. Aliás, essa “obra” de investigação, levada a cabo por historiadores académicos ou por jornalistas profissionais, ainda falta. Há muitos episódios concretos e muitos pormenores que são pouco ou nada conhecidos. Neste livro, todavia, há aspetos novos ou questões geralmente pouco abordadas. Por exemplo, a importância do 25 de Novembro para as Regiões Autónomas, para a sua estabilidade e para a pacificação naquelas regiões particularmente sensíveis, é um dos aspetos olhados de maneira nova.» (daqui)

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mexericos e indignidade

joseantoniosaraiva_eu-e-os-politicosConfesso que durante muito tempo admirei o Arqº Saraiva, enquanto director de “O Expresso” e de o “Sol” e lia com atenção as suas crónicas. Comprei o seu livro “Confissões”, publicado depois de ter saído do Grupo Impresa e onde, para além de relatar os últimos tempos neste grupo, contava alguns revelações (ou confissões) de políticos da nossa praça, ao mesmo tempo que emitia considerações sobre eles e revia-me em algumas delas.

Mas, escrever sobre os segredos íntimos… Sim, nós temos uma certa tendência para o voyeurismo (Big Brothers e Casas dos Segredos são exemplos disso)… Que necessidade havia de tornar esses segredos públicos? A resposta talvez se encontre nestas linhas.

«Eu e os Políticos é um exercício egocêntrico e desesperado de um homem que se quer colocar na ordem do dia, quando os dias já o tinham metido na ordem. Escuda-se que já não é jornalista, como se o dever de manter segredos ou sigilo se esvaísse assim que se tira o casaco. Revelam-se segredos privados alheios, supostas conversas íntimas e confissões desprovidas de qualquer interesse público, feitas ao abrigo de uma relação de confiança com um suposto jornalista com ética, que afinal não passava de um homem fraco, como o barbeiro de Midas. Não sei o que me indigna mais: se a imoralidade e ilegalidade (sim, há aqui crimes de devassa da vida privada, violação e aproveitamento indevido de segredo) destas revelações, se o ridículo da importância que um pequeno homem de pequeno mundo vê nelas.

Não há nada de importante neste livro, nenhuma história de bastidores minimamente relevante. Apenas insignificantes mexericos, tristes considerações e, sobretudo, uma indignidade contagiosa.» (daqui)

“Autismo e Atraso de Desenvolvimento – Um Estudo de Caso”, de Miguel Correia

biblioteca autismo livro 2015

A Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval convida para a apresentação do livro “Autismo e Atraso de Desenvolvimento – Um Estudo de Caso”, de Miguel Correia.

A obra é um trabalho baseado no caso particular do filho mais novo do autor, a quem foi diagnosticada uma perturbação do espetro de autismo.

A apresentação ocorrerá no próximo sábado, 17 de Janeiro pelas 17h30m, no Auditório da Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval (Almeirim).

foi isto almeirim

"Foi Isto Almeirim" (Ulisses Pina Ferreira)
“Foi Isto Almeirim”
(Ulisses Pina Ferreira)

Fez, na passada quinta-feira, 10 anos que foi apresentado ao público o livro “Foi Isto Almeirim”, da autoria de Ulisses Pina Ferreira. Recordo aqui o que escrevi em 2006 sobre esta edição, cujas receitas revertem inteiramente a favor do CRIAL – Centro de Recuperação Infantil de Almeirim.

«No dia 23 de Outubro de 2004, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, procedeu-se ao lançamento do livro “Foi Isto Almeirim”, da autoria do almeirinense Ulisses Pina Ferreira.

Esta livro retrata a vida dos almeirinenses nas décadas de 30, 40 e 50. Descreve, sucintamente, a criação de várias associações do concelho: a Banda Marcial de Almeirim, o União Futebol Clube de Almeirim, a Associação dos Bombeiros Voluntários.

Talvez pelo facto do autor ter vivido na primeira pessoa a criação do Cine-Teatro de Almeirim, deixa-nos uma descrição pormenorizada dos espectáculos ali realizados, bem como das peças de teatro amador, protagonizadas por pessoas de Almeirim, em diversas “salas” da então Vila.

O livro versa ainda sobre o “Fazendeiro de Almeirim”, “A Vinha”, “As Vindimas”, “O Vinho” e, como não poderia deixar de ser, “As Praças de Toiros” e “Os Cavaleiros Tauromáquicos”.

Mais do que a ocupação do tempo livre do autor, na génese deste livro esteve a ajuda a uma instituição do concelho de Almeirim, o CRIAL – Centro de Recuperação Infantil de Almeirim. A Câmara Municipal associou-se à edição deste trabalho, custeando na íntegra a mesma pelo que, o valor de compra deste livro reverte inteiramente para aquela Instituição Particular de Solidariedade Social, como nos refere Ulisses Pina Ferreira na Nota do Autor:

«O CRIAL – Centro de Recuperação Infantil de Almeirim é uma instituição particular de solidariedade social e, como tal, deve merecer dos almeirinenses o maior carinho e apoio financeiro.

A instituição não tem rendimento próprios. Vive exclusivamente de subsídios estatais e autárquicos e de donativos particulares. Conta com um activo de 52 utentes, distribuídos pelas valências Escola e CAO – Centro de Apoio Ocupacional.

Ao escrever o “Foi Isto Almeirim” não tinha a mínima intenção de usufruir um cêntimo que fosse, até porque, em princípio, a finalidade era a ocupação do tempo e da mente.

Quando começou a ganhar forma, e incentivado pela família e por pessoas amigas, juntei os textos e verifiquei que era possível a publicação de um livro sobre o quotidiano de Almeirim no passado. Assim nasceu o “Foi Isto Almeirim”, e sem ter a mais pequena dúvida, ofereci ao CRIAL os textos que agora se publicam e que passam a ser sua propriedade.»

De referir que o livro se encontra à venda nas papelarias de Almeirim e no CRIAL pelo preço de 15 euros.»