não acredito em coincidências…

«Não deixa de ser uma ironia do destino que o homem que nunca ligou à supervisão e que encarava o regulador do sector bancário como uma espécie de gabinete de estudos e projecções macroeconómicas tenha regressado momentaneamente de Frankfurt no mesmo dia em que Carlos Costa tinha uma audição muito difícil no parlamento. Isto porque sempre que falamos no caso BES é inevitável uma comparação com o descalabro do Banco Português de Negócios (BPN) liderado por Oliveira Costa até 2009. Não tanto pela dimensão e importância sistémica do BPN, como pela actuação do Banco de Portugal enquanto supervisor bancário. Se no caso do banco liderado por Oliveira Costa os problemas aconteceram perante o laxismo absurdo doBanco de Portugal, no do banco da família Espírito Santo o supervisor actuou mas a estratégia não resultou.» (daqui)