big brother

joão gonçalves«O regime do dr. Costa e dos seus “parasitas” parlamentares é o que há de mais parecido, em trágico-cómico, com o livro “1984” de George Orwell e com a sua personagem central: o “Grande irmão”. É vê-los, ouvi-los e lê-los. São depois revistos e aumentados pela “polícia do pensamento” que se espraia pela redacção única – dominante no grosso da Comunicação Social – a partir do “ministério da Verdade” e do “ministério do Amor”, o que mantém a “lei e a ordem”. “1984” pode declinar-se num “2017” português, escrito a várias mãos, o equivalente a uma biografia não autorizada do que para aí anda. Isto porquanto a Oposição, para além de enxovalhada diariamente pelo primeiro-ministro e por mais gente infrequentável, tem-lhes feito o favor de ajudar no guião em vez de fechar definitivamente o ciclo encerrado com a queda do XX Governo no Parlamento.» (daqui)

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o silêncio dos media

paulo rangel«A par de tudo isto, inquieta-me e intriga-me sobremaneira a passividade e o modo “acomodado” e “conformado” com que os meios de comunicação social, os jornalistas em geral e até o presidente da ERC reagiram ao SMS. O incidente foi praticamente silenciado nos media e nas colunas de opinião. Mais estranho e verdadeiramente insólito: apesar de, no fim-de-semana, António Costa ter aparecido em actos públicos e de ter aceitado responder a perguntas (por exemplo, à saída da Ovibeja), não houve nenhum jornalista que o questionasse sobre esta matéria. Aparentemente, os colegas de profissão de Vieira Pereira não valorizam este comportamento e ele não lhes suscita nenhuma apreensão. Basta imaginar o que se diria se um episódio análogo se passasse com um membro do Governo ou um dirigente dos partidos da maioria para logo perceber que há aqui matéria para exigir esclarecimentos ou, na falta destes, um rotundo pedido de desculpas.» (daqui)