a próxima bomba

Montepio-Geral«Como gato escaldado da água fria tem medo, e todos estamos cansados de declarações de “tranquilidade” nas vésperas das várias crises bancárias, as quais já mobilizaram – contas do Banco de Portugal – 13 mil milhões de euros de dinheiros públicos, só podemos olhar com inquietação, mas mesmo muita inquietação, para as notícias sobre uma possível entrada da Santa Casa da Misericórdia para reforçar os capitais da Caixa Económica Montepio Geral. Como é possível? Que riscos é que isso envolve? E que sentido faz, para além de ser um remendo? Faz uma tal operação parte da missão da Santa Casa?

Quando se chega a este ponto é porque a aflição é grande. E as saídas poucas. Antes do colapso do Grupo Espírito Santo, Ricardo Salgado tentou convencer o governo de então a permitir uma “ajuda” da Caixa Geral de Depósitos. Passos Coelho disse que não. E essa foi seguramente uma das decisões mais importantes e mais positivas do seu mandato – basta imaginar a dimensão do buraco para que a Caixa poderia ter sido arrastada.

Será que agora está a acontecer o contrário e logo com a Santa Casa? Tenham medo, muito medo.» (daqui)

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