1000 dias

firmino-serodio«Mas o que é certo no meio de todo esse reporte “social”, é que, apesar da grande quantidade de alcatrão, compra de terrenos e promessas de novas obras públicas, os problemas principais do Concelho continuam a não ser e a não estar resolvidos.
Os jovens continuam a sair do concelho, os idosos, cada vez mais idosos, e os restantes vão sobrevivendo por cá, aproveitando cada festival e festarola para esquecer que quem poderia ajudar a fazer alguma coisa para aumentar a sua qualidade de vida, promovendo o desenvolvimento económico, está mais preocupado em tirar fotos, ao sábado e domingo, de obras em estradas da autárquica e a partilhar no facebook.

(…)

Como é possível um concelho que se encontra numa zona territorial central no país, com acesso rápido à auto estrada do Norte e do Sul e com comboio a 7km não conseguir ter uma única empresa de indústria (seja ela qual for) à exceção do abono de família da maior parte da terra, que é a Compal.
Não me parece difícil vender tendo em conta estas características, a novas indústrias que se queiram instalar.
Poderão dizer que não é fácil, e as indústrias não caem do céu. É verdade. No entanto, à semelhança do que tem sido feito pelo turismo em Almeirim, não poderia ser feito, do ponto de vista de atração de empresas? Não poderíamos nós ir ter com elas, falar, propor, negociar?
Uma coisa é certa, se nada for feito neste sentido, daqui a 1000 dias estaremos mais pobres, mais velhos e com menos futuro.» (daqui)

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