“donos ideológicos disto tudo”

gentil martins«Já há vários anos que os “donos ideológicos disto tudo” têm conseguido catequizar o povo. Ao longo do tempo, através de um sistema de rega gota-a-gota, conseguiram doutrinar as massas, e os seus clichés ideológicos foram aceites como dogmas de fé. Infiltraram-se no Estado, mais precisamente nos capilares do Ministério da Educação e da Saúde, com a sua cartilha fraturante, criando muitas vezes um clima de pensamento único.

Os donos ideológicos disto tudo monitorizam permanentemente a sociedade, como se fossem um sistema imunitário, vigilantes, à espera que surja algum infiel que ouse expressar uma opinião contrária à verdade por eles estabelecida. Cada vez que alguém se atreve a proferir uma heresia, a estratégia é sempre a mesma: procura-se de imediato desqualificar, intimidar e ridicularizar a pessoa, faz-se um ataque cerrado e recorre-se, num automatismo perverso, à inevitável queixa na respetiva Ordem profissional. Dito numa linguagem médica, aquele que se atreve a sair dos clichés ideológicos estabelecidos, é identificado como um corpo estranho, os macrófagos são ativados e procede-se à sua fagocitose.» (daqui)

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a dessocialização e o hiperindividualismo

BaleiaAzul«Os “desinteressados da vida” formam um verdadeiro exército de pessoas desvinculadas, sem pertença, que vivem adormecidas numa indolência perigosa, em risco de serem recrutadas por líderes populistas e extremistas. Este recrutamento tanto pode servir para matar em nome de uma ideologia radical ou de um grupo terrorista (veja-se o tipo de recrutamento realizado pelo Estado Islâmico nos jovens europeus), como pode ser utilizado para morrer, num jogo absurdo e perverso, como é o caso da baleia azul.

O Homem tem uma inclinação natural para socializar. Quando essa característica é comprometida, o indivíduo fica fragilizado, favorecendo o aparecimento de comportamentos imprevisíveis e autodestrutivos. As novas tecnologias estão a modificar a relação entre as pessoas, se o seu uso não for equilibrado podem colocar em risco a coesão social. Citando Ortega y Gasset, “convém salientar que não há nenhum progresso seguro, nenhuma evolução, sem a ameaça de involução e retrocesso” (daqui)

decisão censória

«Este pequeno filme que se destinava a passar na televisão francesa foi censurado pelo Conselho Superior de Audiovisual francês, com a alegação de que não se enquadrava nos critérios de serviço público, invocando o argumento de que as imagens de crianças com trissomia 21 sorridentes e felizes poderia “perturbar as consciências de mulheres que tinham tomado, legalmente, outras escolhas de vida pessoais” (leia-se aborto). Esta decisão censória foi posteriormente confirmada pelo Conselho de Estado francês, levando a uma justa indignação das organizações que se dedicam a apoiar as famílias de portadores de trissomia 21.» (daqui)

tempos estranhos

pedro-afonso-psiquiatra«Vivem-se tempos estranhos na nossa sociedade. Há sinais de decadência, em grande parte motivados por um relativismo moral que tem sido alvo de uma enorme idolatria. Só deste modo se pode compreender que existam personagens políticas, com evidências de comportamentos patológicos, nomeadamente de mentira compulsiva, que continuam a ocupar o espaço público. Conseguem aceder constantemente aos meios de comunicação social, obtendo a atenção pública para as suas declarações, numa farsa tolerada, como se nós não soubéssemos que uma grande parte daquilo que é dito é mentira. Maquiavel tentou explicar o fenómeno, referindo que os homens são tão ingénuos e tão conformados com as necessidades presentes que quem engana encontrará sempre quem se deixe enganar. Mas há indícios que a explicação possa ser outra. O contributo vem através de Machado de Assis no seu livro O Alienista: “A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente”.» (daqui)