à direita

2013-05-03_joao_marques_de_almeida_2«Um PSD de centro mostraria ainda uma clara incompreensão da mudança introduzida pela geringonça na política portuguesa. Os partidos socialistas e Marxistas juntaram-se para atacar a direita e construir uma maioria de esquerda em Portugal. Mesmo que Rui Rio jurasse, dia sim dia não, que o PSD está no centro esquerda, os partidos da geringonça continuariam a colocá-lo na direita. Se os adversários políticos atacam o PSD por ser de direita, a defesa mais eficaz será afirmar os méritos das políticas de centro direita. E não custa muito. Uma coligação de direita tirou o país da falência, fê-lo regressar ao crescimento económico, combateu a corrupção, recusou as alianças entre os poderes político e financeiro, e além disso, o PSD contribuiu de um modo decisivo para o desenvolvimento económico e para a justiça social em Portugal durante os últimos trinta anos. São mais do que razões para sentir orgulho no legado político do centro direita em Portugal. Para o PSD, a melhor maneira de combater os ataques dos seus adversários não é a negação da sua identidade mas a sua afirmação com orgulho. Por que razão, depois de tudo o que aconteceu em Portugal desde a subida ao poder do governo socialista de Sócrates, só a esquerda continua a ser orgulhosa e a direita está condenada a ser envergonhada? Parece-me que deveria ser exactamente o oposto.» (daqui)

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farto…

NunoMelo«Fica então explicado que quando o PSD e o CDS detinham uma maioria expressa em mandatos, confirmada pública e formalmente no apoio ao Governo da coligação, Jorge Sampaio tenha dissolvido o Parlamento, cinco meses depois de dada posse a Pedro Santana Lopes. Estava farto, farto, farto. E porque estava farto, mandou a Constituição às “urtigas”. Isto é, não demitiu o Governo, pela simples razão de que não podia. E não podendo, como confessado 12 anos mais tarde, fez batota e dissolveu o Parlamento, sem razão objetiva que lhe pudesse ser imputável. Valorizou o capricho. Fê-lo, com a mesma facilidade com que atribuiu condecorações a metro – 2374 em 10 anos, à média de duas por dia – entre elas a Camilo Mortágua, Grande Oficial da Ordem da Liberdade, apesar dos assaltos, apesar das mortes, apesar da LUAR, apesar das ocupações e a Isabel do Carmo, com a mesma Ordem, apesar das Brigadas Revolucionárias e apesar de mais assaltos, em abundantes episódios de vidas cheias que por certo, na avaliação, deixaram Jorge Sampaio eufórico. Entre estados de alma, as coisas passaram-se assim.» (daqui)

amadurecimento

PSL«Com tempo e persistência, Santana recuperou a imagem e moderou comportamentos. Já não é um liberal Nova Esperança. Voltou a uma temperada social–democracia de centro-direita. Amadureceu. Mede o que diz sem deixar de ser quem é. Não avançou para Belém. Ficou–lhe a pedrinha no sapato com Marcelo, mas não alimenta uma hostilidade como a de Passos relativamente ao Presidente. Em termos políticos, sabe colocar-se sistematicamente como hipótese para alguma coisa, como agora a propósito de uma improvável recandidatura a Lisboa. Na televisão, contracena com António Vitorino. Apela a consensos e dá conselhos. A sua vida pessoal passou a ser privada. É um Santana mais branco no cabelo, mais ponderado na palavra, mais maduro. Dialogante com o PS, não é hostilizado no CDS. Todos os portugueses o conhecem e poucos o detestam. Nisso parece António Costa. Na Europa há centenas de casos de políticos renascidos. Em Portugal aconteceu com Mário Soares e agora com Marcelo. Então porque não considerar Santana Lopes, sobretudo se ele se apresentar sem a guarda pretoriana que tanto o prejudicou?» (daqui)

das presidenciais

PSLComungo, na íntegra, do editorial que Luís Osório escreve no jornal i.

«Há pessoas que têm a tendência para o abismo. Gente que está muito bem e depois faz coisas totalmente ilógicas que deitam a sua vida a perder. E há outros, como Marcelo, que, de tão brilhantes e geniais, parecem tolhidos e não conseguem dar o passo por terem medo de falhar, de não estar à altura, de perder. É o problema de vários alunos brilhantes: são tão perfeitos que não aguentam não ser os melhores, não aguentam falhar. Um psicanalista explicará melhor do que eu. Nesse sentido, Santana Lopes é o melhor candidato da direita. Não tem medo de ir a jogo e será Presidente da República se Guterres não avançar. Não deixa de ser irónico e um ajuste de contas com o passado. E, detalhe delicioso, esteve no aniversário de Mário Soares e ficou à sua mesa. Vale o que vale. Mas, na política, o “vale o que vale” já inventou vencedores e fez tombar cabeças imaculadas.»