terrorismo

ng1336521_435x190«Pelo que tem sido dito por governantes, autarcas, bombeiros e gente ligada à proteção civil, há crime por detrás do que temos vivido. Falam, mas não usam as palavras certas. Fica aqui escrito. Um incendiário é um terrorista. Lançar fogo a uma floresta é terrorismo e o terrorismo, tal como o crime organizado e violento tipo mafioso, é combatido com meios próprios e excecionais que, apesar de tudo, têm tido resultados parcialmente positivos. Faça-se o mesmo no caso dos incêndios, com as adaptações necessárias. Mas atue-se de vez. Não se pode é argumentar com uma coisa e depois não se ser consequente. Se há crime organizado ou terrorismo (diferença que aqui é meramente semântica), então é importante saber o que já foi feito ou se é apenas uma atoarda para nos agravar a insegurança e disfarçar incompetências.» (daqui)

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livros que vou lendo (7)

george jonas - vingança

“Munique – A Vingança”, de George Jonas

Sinopse:

«Avner era um agente com apenas vinte e seis anos de idade, quando abandonou a relativa obscuridade do que fora até então a sua existência para liderar uma equipa de agentes especializados, cuja missão era localizar, perseguir e eliminar os responsáveis pelo massacre de onze atletas terroristas, perpetrado durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Munique – A Vingança é a espantosa descrição de como toda essa operação foi montada, e revela o modo impiedoso e extraordinariamente eficaz como o grupo levou a cabo essa sua missão, perseguindo os seus alvos palestinianos e executando-os com timings perfeitos.

Mas o livro torna também evidente a outra face dessa mesma moeda: o terrível paradoxo que emerge sempre que aqueles que detêm o poder resolvem enfrentar o terrorismo utilizando as suas mesmas tácticas.»

a estupidez também é um direito

10915283_10205581964050768_6033997228350144326_n«Os mais perigosos inimigos da liberdade de expressão são pessoas inteligentes e bem-intencionadas que publicamente pedem tratamento especial para a religião islâmica (ou qualquer outra religião) para não “ferir susceptibilidades” ou “fazer provocações”. São pessoas liberais que defendem calmamente a protecção das sensibilidades muçulmanas através da violação da liberdade de expressão, por muito civilizada e politicamente correcta que seja a forma de censura que propõem.

Mostraram-se quando foi o caso de Salman Rushdie e mostrar-se-ão outra vez dentro em breve. Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo? Tem todo o direito de dizê-lo. É isso a liberdade de expressão. Ser-se estúpido também é um direito. Até os assassinos o têm.» (daqui)

“a culpa não é do ocidente”

ana gomes_charlie hebdo_twitter«Não, a culpa não é do Ocidente, nem da Europa. É chocante ler e ouvir, num momento como este, que as “políticas europeias e ocidentais” são culpadas pelos ataques de Paris. Os únicos culpados são os autores, os que pensam como eles e os que estão dispostos a fazer o mesmo. Em particular, atacar as “políticas de austeridade europeias”, como fez Ana Gomes, é um disparate incompreensível. Quando se viola um princípio fundamental das nossas sociedades, como a liberdade de expressão, seria o momento para a direita e a esquerda estarem unidas. Os valores que partilhamos são mais profundos do que as nossas divisões. Quem não entende isto, não percebe o que define uma sociedade democrática. Umas lições sobre o liberalismo e a cultura liberal talvez fossem úteis.» (daqui)

je suis charlie

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«Nós somos Charlie porque não temos medo de idiotas que acham que vão para o céu e depois não vão. Hão de estar num sítio escuro, ou escondidos da polícia, ou escondidos do Deus bondoso e risonho, o único que todas as teologias permitem. E somos mais Charlie ainda, porque não tendo medo, não ripostamos: não proibimos Mesquitas como vocês proíbem Igrejas. Não decapitamos inocentes e, se alguns dos nossos países têm pena de morte, não é por motivos religiosos, nem por blasfémia. Ultrapassámos essa fase há séculos, seus retardados mentais.» (daqui)