livros que vou lendo (14)

verão perigoso

“Um Verão Perigoso”, de Ernest Hemingway

Sinopse:

«Em 1959, a revista Life encarregou Ernest Hemingway de fazer a cobertura de um acontecimento extraordinário que ia ter lugar em Espanha, durante esse Verão. Com efeito, estava previsto que aí se defrontassem, na arena, dois dos maiores e mais célebres toureiros de todos os tempos, Antonio Ordóñez e Luís Miguel Dominguin. Para Hemingway, tratava-se de retomar um tema clássico: um campeão lendário que enfrentava um jovem que o vinha desafiar. Hemingway viveu durante alguns meses junto dos dois toureiros e do seu círculo de amizades. E a reportagem que escreveu, muito maior do que aquela que a revista lhe tinha encomendado, acabou por tornar-se neste livro, uma das suas obras-primas e o seu derradeiro grande livro, antes de suicidar-se no ano seguinte. Verão Perigoso completa a série de livros que Hemingway dedicou à arte do toureio. Os outros dois são O Sol Nasce Sempre (Fiesta) e Death in the Afternoon

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touradas (de morte)

jose tomas torero«Já as touradas merecem comentários e manifestações de condenação, esquecendo os detractores a história das corridas de touros na cultura portuguesa. Nem sou adepto e nunca entrei numa praça de touros para ver um espectáculo tauromáquico, mas reconheço que é uma luta entre o homem e o animal. Quantos forcados não foram colhidos mortalmente? Ou toureiros, a pé e a cavalo? O que me parece vergonhoso é o que se faz ao touro no final, quando o devia esperar uma morte condigna e não uma lenta agonia. Por isso sempre achei que as corridas de morte são mais “justas”, pois o animal não “desce” à enfermaria para ser “tratado” enquanto não é morto. Claro que entendo que o espectáculo ofenda os defensores dos animais, atendendo ao sofrimento do animal. Mas se ele tivesse uma morte rápida, como se espera daqueles que estão nos talhos deste país e de todo o mundo, onde se come carne há milhares de anos, a história talvez fosse outra.» (daqui)