tsu: mais um contributo

luis-leitao«Em primeiro lugar, a redução da TSU é uma medida péssima. Ou a economia tem condições para suportar a subida do salário mínimo para os 557 euros, e então esse salário tem de ser pago pelas empresas, ou não tem essas condições, e então o salário mínimo não pode atingir esse valor. Fazer subir o salário mínimo mas estabelecer que o Estado passa a pagar uma parte do mesmo, às custas da Segurança Social, é absolutamente inaceitável. Não podemos ter uma economia de empresas subsidiadas pelo Estado, especialmente porque o Estado não tem condições para pagar esses subsídios. E muito menos é aceitável depauperar a Segurança Social, pondo em risco as pensões futuras, apenas para sustentar um salário mínimo artificial.» (daqui)

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tsu: o que importa

joão miguel tavares«O PSD não pode, nem deve, justificar o chumbo da diminuição da TSU com o facto de não fazer favores ao governo. Com este tipo de argumentos é facílimo passar a ideia de um partido oportunista que, na verdade, concorda com a medida, só que em vez de beneficiar o país prefere lixar António Costa. Espantosamente, a justificação cínica foi a primeira coisa que saiu da boca dos sociais-democratas. Luís Montenegro disse que “o PSD não funciona como bombeiro de serviço da geringonça”. Passos Coelho, que tem tanto jeito para a ironia como eu para o bilhar às três tabelas, perguntou: “Vão andar sempre a pedir ao PSD para apoiar o Governo porque [Bloco e PCP] este ano estão de baixa, meteram folga?” Ora, a questão não está em ser ou não bombeiro, nem em fazer ou não as folgas dos outros –, a única questão que realmente importa e que deveria ter sido verbalizada é que o salário mínimo está a ser artificialmente aumentado ano após ano, sem acompanhar a produtividade do país, e que essa subida que tanto satisfaz a extrema esquerda está a pesar sobre o orçamento de Estado e sobre a Segurança Social, de forma a não comprometer a descida do desemprego.» (daqui)

fazer política

225px-Pedro_Passos_Coelho_1«Costa prometeu a todos os portugueses que a geringonça seria uma maioria política estável e confiável. Isso significa que não precisa nem do PSD nem do CDS para governar. Sei que não é fácil para Costa cumprir as suas promessas, mas o regresso de Passos à política coloca-o sob pressão. O PM terá que demonstrar que a geringonça continua a ser uma maioria estável. E há aqui um teste fundamental para o futuro da política portuguesa. Quando o PSD está com o CDS no governo, não precisa de pedir ao PS para aprovar medidas por falta de comparência dos democratas-cristãos. Se o PS precisa do PSD quando se alia aos comunistas e aos bloquistas, então a geringonça ainda não tem a maturidade suficiente para governar Portugal. Cresçam, sejam responsáveis e aprendam a governar sem pedirem ajudas ao PSD e sem fazerem queixinhas. Passos voltou a fazer política. Habituem-se.» (daqui)