novos velhos erros

vitor-rainho«Independentemente do passado, parece-me óbvio que se estão a preparar para cometer novos erros que serão fatais para o país: nacionalizar o Novo Banco é voltar ao PREC ou aos tempos de Sócrates e Armando Vara e nem com António Horta Osório, o mais qualificado banqueiro português, poderíamos entrar por esse campeonato. Mais um banco público significa mais clientela partidária e o país não pode aguentar mais um desastre. Dizermos que a venda será pior que a nacionalização é não querer olhar para o que se passou com o BPN e com a Caixa Geral de Depósitos. O Estado não pode querer competir com os privados, mas deve, sim, criar mecanismos que penalizem todos aqueles que contribuam para a desgraça financeira do país. Na Islândia, por exemplo, vários banqueiros foram presos e o primeiro-ministro livrou-se das grades por muito pouco.» (daqui)

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o futebol é uma fogueira

982423-19375906-1600-900«Há limites para tudo e a indignação não pode chegar quase à agressão do árbitro. Mourinho, em Inglaterra, tem sido castigado até por pontapear uma garrafa de água vazia. Será que em Portugal ninguém percebe que o futebol tem de ser um jogo de família onde nas bancadas se vejam gerações inteiras, à semelhança do que se passa noutros campeonatos?

É óbvio, repito, que os dois clubes até podem ter razão de queixa, mas quem vê futebol sabe perfeitamente que os nossos árbitros não estão a um nível inferior aos lá de fora. Vejam os erros dos juízes ingleses, espanhóis e alemães e perceberão que, no final, os árbitros erram como qualquer outro profissional. P. S. É natural que o Benfica esteja a assobiar para o ar.

Quando as coisas mudarem, esperemos que não entre pelo mesmo discurso. O futebol é uma fogueira cheia de gasolina.» (daqui)

com amigos assim…

225px-Pedro_Passos_Coelho_1«Passos Coelho não precisa de inimigos nos outros partidos, já que os tem em número suficiente no interior do seu. Marques Mendes, por exemplo, ao domingo tem tempo de antena para desfazer Passos sem piedade. Se quer ou não voltar a ser líder do PSD, não faço ideia, mas que não quer lá Passos Coelho é evidente.

O governo de Costa bem pode receber avisos de Bruxelas a dizer que a geringonça (leia-se “o país”) não vai ter um final feliz; o PCP bem pode defender a saída do euro; o BE bem pode querer a renegociação da dívida – nada disso interessa para os gurus do PSD. O que interessa, acima de tudo, é correr com o homem que chegou ao governo para tirar o país da bancarrota… Se fossem os seus adversários a fazerem as críticas, percebia-se perfeitamente. Mas Passos leva mais pancada em casa do que fora.» (daqui)

por este andar…

DJanuarioTorgalFerreira«A situação que se viveu nos anos 80 nada tem a ver com a actual, pese embora o elevado número de desempregados. Esses, obviamente, são sempre as maiores vítimas das crises económicas, pois quem trabalha, mesmo ganhando mal, tem algum sustento. Mas D. Januário Torgal – um bispo que gosta de se atirar para áreas que não lhe dizem respeito e confunde os seus deveres com interesses políticos – entende que a sua vestimenta católica lhe permite entrar no mundo da política e até no da justiça. Que defenda o partido A ou B não é muito aconselhável, para não misturar o que não deve ser misturado, mas que faça julgamentos populares já é um pouco demais. Por este andar, ainda havemos de ver juízes a dizerem a missa e padres a condenarem arguidos…» (daqui)

“notícias”

«Com o aproximar das eleições de 4 de Outubro, os partidos começam a jogar forte e a utilizar todos os meios de que dispõem para atingirem os adversários. Daqui para a frente, não faltarão histórias incriminando este ou aquele do partido A ou B, tudo sob o manto do anonimato. Se os jornalistas devem estar sempre atentos às informações que lhes chegam às mãos, investigando a veracidade das mesmas, em período eleitoral a “vigilância” deve ser redobrada.

(…)

Daqui até 4 de Outubro não faltarão notícias “postadas” em facebooks e fornecidas aos meios de comunicação social apenas com o objectivo de “deixar na lama” um adversário político. Afinal, as diferentes seitas defendem os seus interesses e não olham a meios para atingirem os seus fins.» (daqui)